Nascido na Vila de Jundiaí em 01 de fevereiro de 1789, filho legítimo do guarda-mor Antonio de Queiroz Telles e de D Anna Joaquina da Silva Prado, importantes e abastados lavradores do município.
Como seus pais, dedicou-se ao mister da lavoura, porém seu espírito inteligente e patriótico, unido a uma organização robusta, não podia limitar-se somente aos trabalhos da lavoura; além de que seu extremado amor pelo seu torrão natal, tudo fez em benefício da sua localidade.
Os mérito de Antonio Queiroz Telles foram geralmente reconhecidos, ao passo que o sufrágio popular deu-lhe sempre o primeiro lugar nas eleições para juizes de paz, vereador, eleitor e membro da assembléia provincial, o governo por sua parte o distinguiu com lugares de confiança tais como o de juiz municipal e de órfãos, delegado de polícia, sucessivamente cavaleiro, oficial e comendador da Imperial Ordem da Rosa, e reconheceu seus serviços agraciando-o com o título de Barão de Jundiaí.
Como lavrador importante que foi e reconhecendo que as boas estradas são a artéria principal que vivificam esse ramo importante da indústria, fonte quase exclusiva para o progresso do Brasil naquela época, Antonio de Queiroz Telles foi sempre incansável em propugnar quer na Assembléia, quer perante o Governo pela construção de uma boa estrada entre Jundiaí e Santos e durante quase toda sua vida foi encarregado pelo Governo Provincial de inspecionar e fiscalizar parte da estrada entre São Paulo e Campinas.
Em 1846 quando sua Majestade o Imperador D. Pedro II, visitou Jundiaí, Antonio de Queiroz Telles teve a honra de hospedá-lo em sua casa, e o fez com franqueza e magnificência que todos esperavam de seu espírito altamente cavalheiresco.
O Barão de Jundiaí faleceu em Campinas aos 11 dias do mês de outubro de 1870.. Foi casado com D. Anna Liduina de Moraes.