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Jundiaí
limita-se com 11 municípios: Várzea
Paulista, Campo Limpo Paulista, Franco da Rocha, Cajamar,
Pirapora do Bom Jesus, Cabreuva, Itupeva, Louveira,
Vinhedo, Itatiba e Jarinu.
A versão mais conhecida sobre a fundação de Jundiaí, conta que a cidade teve origem em um pequeno povoado, criado pelo casal Petronilha Antunes e Rafael de Oliveira por volta de 1615.
Este casal de amantes, devido a uma história de adultério, estabeleceu-se em um local conhecido por Mato Grosso de Jundiaí, que era ponto de passagem de desbravadores a caminho do interior.
Jundiá - Palavra de origem tupi-guarani, que denomina uma espécie de peixe que tem barbas e não tem escamas, da família dos bagres e y que significa rio = Rio dos Jundiás
A povoação de Jundiaí começou
a ser reconhecida a partir de 1651, com a inauguração
da capela dedicada à Nossa Senhora do Desterro
"dois anos após o inicio de sua construção".
0 que remete à 1649, à existência
de um povoamento regular. Nesta época, a presença
de uma "capela curada" era essencial para
o reconhecimento de uma comunidade.
Em 14 de dezembro de 1655, Jundiaí foi elevada
à categoria de vila, sendo seu primeiro plano
urbanístico efetuado em 1657. No entanto, o
primeiro contato entre europeus e indígenas,
bem como, a efetiva ocupação da região
pelos brancos, constituem-se ainda em objetos de muitos
estudos e especulações.
No século XVII, quando da efetiva fixação
do branco nesta região, a agricultura possuía
a função de subsistência, muito
embora haja notícias da exploração
de frutas cítricas e marmelais.
No século XVlll, com o crescente desenvolvimento
da então Província de São Paulo
(Estado), houve a implementação de pequenas
atividades relacionadas às Tropas de Comércio,
particularmente as de natureza comerciais; como estalagens
e pequenos "emporiuns".
No século XIX, após a implementação
da cafeicultura no Estado primeiro no Vale
do Paraíba e, posteriormente, no Oeste Paulista
algumas áreas de Jundiaí também
foram destinadas a este tipo de plantio, inclusive
com a utilização da mão de obra
negra escrava.
De Vila a Cidade
Elevada à
categoria de cidade em 28 de março de 1865,
Jundiaí tornou-se, nas décadas seguintes,
numa estratégica área de entroncamento
ferroviário. Em 1887, concluiu-se a Ferrovia
Santos Jundiaí. Em 1872, era inaugurada
a Cia. Paulista de Estradas de Ferro, em 1873 a Cia.
Ituana, em 1890 a Cia. Itatibense e, finalmente, em
1891 a Cia. Bragantina.
Com o desenvolvimento ferroviário, surgiram
pólos de imigração na região,
com a chegada de ingleses, espanhóis e italianos.
Após a substituição da mão-de-obra
negra escrava, o processo de imigração
em Jundiaí foi impulsionado por intermédio
de incentivos governamentais. Como exemplo, pode-se
citar a criação do Núcleo Colonial
"Barão de Jundiaí", implementado
pelo então Presidente da Província de
São Paulo, Dr. Antônio de Queiroz Telles
(Conde do Parnaíba), filho do Barão
de Jundiaí e agraciado também com o
título de "Apóstolo da Imigração
Italiana" .
Com a chegada do final da segunda metade do Séc.
XIX, e praticamente nos finais da Monarquia brasileira:
Jundiaí era considerada um expressivo centro
produtor de café em São Paulo.
Em 1887 e 1890, houve uma massa migratória
vinda de região de Veneto, Piemonte e Lombardia,
na Itália. Foi então que a partir de
1890 a cidade começou a receber um maior número
de imigrantes italianos.
Talvez, Jundiaí não tenha sido o eldorado
sonhado pela "boa gente" que aqui aportara,
porém, a estreita convivência com a laboriosa
colônia fez com que, desde de logo, as influências
começassem a surgir numa perfeita e entrosada
cultura, numa verdadeira miscigenação
em conseqüência das gerações
que iam sucedendo-se.
Depois desse surto imigratório, a cidade começou
a deixar aquele ar das velhas cidades Luso brasileiras,
para ser marcada por um neoclassicismo tipicamente
italiano. E assim, o italiano através de sua
milenar civilização foi criando uma
nova aparência em terras novas da América.
Na atividade industrial, a primeira metade do século
XX, esteve muito ligada à produção
fabril. Destacaram-se as lndústrias Argos,
Japi e Milani.
Com a expansão Industrial da segunda metade
do século, novas metalúrgicas instalaram-se
em Jundiaí. Como exemplo pode-se citar a Vigoreli
do Brasil (já extinta), a Petri, a Tusa (hoje
Siemens) entre outras. Também pode-se destacar
a indústria alimentícia. Atualmente
Jundiaí possui um dos maiores parques industriais
da América Latina.
A história da formação de sua
sociedade também mescla-se com a efetiva ocorrência
de correntes imigratórias e migratórias
dos pós-segunda guerra. Dentro desse contexto,
Jundiaí possui uma ampla gama de diferentes
experiências sociais, que acumulam culturas
de várias regiões do país e do
mundo.
Destaca-se hoje o forte desenvolvimento na área
cultural, educacional, tecnológica, turística
e ambiental da região, sendo a Serra do Japi,
um patrimônio histórico de toda a sociedade.
Na área de lazer, a chegada dos parques temáticos
já produzem uma clara modificação
neste setor com a provável criação
de inúmeros empregos.
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