Sábado, 21 de Setembro de 2019

Flaviana Souza

Formada em Publicidade e Propaganda (UNIBERO) e Eventos (ANHEMBI MORUMBI); estudante de MBA de Criatividade e Inovação no Ambiente Empresarial (UNICESUMAR) e de pós-graduação em Gestão Pública (FAEL); com pós-graduação em Gestão Cultural (Senac), Metodologia do Ensino de Artes (Uninter) e Educação Inclusiva com ênfase em Deficiência Intelectual; tem formação profissionalizante em Artes e Design (CDS) e Museologia (MCDB).

É trainee em Inovação na Gestão Pública no Laboratório de Inovação na Gestão do Governo do Estado do Espírito Santo. Trabalhou na área da cultura na implantação do Museu da Obra Salesiana no Brasil, em São Paulo-SP, e em Campo Grande-MS colaborou com a transferência do Museu das Culturas Dom Bosco para nova sede. Foi colunista semanal do site As Operárias.

O mínimo que se espera de alguém que tem 31 anos de idade e 29 dentro de uma instituição de ensino é que transmita um pouco do que aprendeu ao longo dos anos. Esse é o desafio do momento.

Agora pretende se disciplinar e manter essa coluna sempre atualizada. (de novo rs)

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A Arte que a escola não ensina e o analfabetismo cultural



Somos, em nossa grande maioria e por culpa do ensino de Artes nas escolas, analfabetos culturais. Mas o que vem a ser o analfabetismo cultural? Para poder acompanhar a minha linha de raciocínio, preciso que vocês façam um exercício: fechem os olhos por alguns instantes e tentem recordar como eram as aulas de Artes, ou Educação Artística, em sua escola.

Pois bem, a função da Arte vai muito além de pintar ou desenhar aleatoriamente, estudar alguns pintores famosos e visitar museus ou exposições com a finalidade única de completar a grade de saídas pedagógicas da escola. Deixa eu adivinhar, eram assim suas aulas, né? Ensinar, aprender e absorver Arte é muito mais que isso.

Primeiro, a Arte é a junção da música, do teatro, da dança e das artes visuais. Tem o propósito de treinar nossos olhos e nossos ouvidos para o que vemos e ouvimos mas não percebemos ao nosso redor. Somos diariamente bombardeados de imagens e sons que, nem ao menos, notamos. A Arte contribui para que percebamos o mundo de outra maneira, mais profunda, mais questionadora e mais cautelosa quanto ao nosso entendimento sobre aquilo que observamos.

A Arte anseia recuperar a memória da infância, seus cheiros, suas imagens, seus sons. O cheirinho bolo de laranja da avó se materializa ao ver um quadro que retratada uma senhora com seus preparos na cozinha. O cantar dos pássaros que nos passa desapercebido em meio às buzinas, escapamentos, cachorros e campainhas, nos leva aos tempos de férias na fazenda. De algum modo, a Arte busca nos representar, basta permitirmos nos ver representados.

A Arte busca ampliar o universo cultural do indivíduo. Faz parte da Arte apresentar os universos visual, musical, gestual e corporal. Arte não são apenas os quadros de Dali, Picasso, Da Vinci... São Também as músicas de Toquinho, as peças de Shakespeare,  os passos de Bolshoi... E são também os grafites d'Os Gêmeos, os versos do Dinho Ouro Preto, as peças de Miguel Falabella, os passos de Anitta...

Nada pode ser desprezado dentro da Arte, mesmo que para alguns, particularmente, fira os olhos ou doa os ouvidos. A Arte é a expressão do indivíduo, de seus sentimentos, desejos, angústias e repressões. Não é necessário que gostemos de tudo que nos é ofertado, mas é preciso que compreendamos que existe uma produção por trás daquela obra (sim, obra) e devemos projetar o contexto no qual ela foi produzida, a história de quem a produziu, as referências que seu autor tem como inspiração, etc.

Para ler (compreender) a Arte é preciso que essa leitura seja feita de dentro para fora, quando os elementos formais são efetuados dentro da teoria da semiótica; e de fora para dentro, quando analisamos o contexto social, político e pessoal do autor.

Sentiu-se um analfabeto cultural? Calma, sempre há tempo de rever nossos conceitos e aprender novas formas de apreciar o que se apresenta ao nosso redor. Dê o primeiro passo!

"A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele." Paulo Freire 

 

 

Perdeu os outros artigos? Estão todos aí embaixo:

 

A arte como campo privilegiado de enfrentamento do trágico e o caso Jim Carrey (I needed color)

O homossexualismo na Arte e a obra de Steve Walker

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O papel da escola no hábito do cidadão de frequentar e desfrutar a Arte

Museu Casa Guilherme de Almeida: Um relato da visita

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A globalização, as crianças e a mudança da referência de protagonistas

A cultura só pode ser compreendida a partir da história

Cultura como direito básico gerando desenvolvimento

Por que usar museus?

Patrimônio, Desenvolvimento, Globalização e Futuro: Case Polo Turístico do Circuito das Frutas

 

 










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O serviço de locação para festas esta na zona sul em São Paulo.Sendo do ramo de locação para festas.



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