Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019

Jonathas Rafael

Jonathas Rafael possui graduação em Psicologia (2015) pela Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Divinópolis - FACED. Tem experiência na área de Psicologia, com enfoque psicanalítico, em atividades com pequenos grupos de adolescentes em Estado de Vulnerabilidade Social e Atendimento Clínico Individual a adolescentes e a adultos. Seus principais temas de interesse são: Adolescência, Análise Institucional, Educação, Envelhecimento, Família, História do Brasil, Literatura Brasileira, em especial a machadiana, Preconceito Linguístico, Psicanálise e Cinema, Psicanálise e Educação, Psicanálise e Laço Social, Psicanálise e Literatura, Representações Sociais, Uso e abuso de álcool e outras drogas e Violência Urbana.

E-mail: jonathas.rafael@yahoo.com.br

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A droga da mídia



 

Que substâncias psicoativas sempre estiveram presentes na história da humanidade, não é segredo. Que o Brasil é um dos países cuja população faz uso abusivo de álcool e tabaco, também não é segredo. Que a mídia trata e apresenta o consumo de álcool como algo esplêndido, luxuoso, ao passo que associa maconha, cocaína e crack à criminalidade, menos segredo ainda. Nas noites, horário nobre, é possível flagrar comerciais cujo objetivo é deusificar o consumo de álcool, ao passo que são transmitidas reportagens cujo objetivo é apresentar aos telespectadores “o lado oculto” das cidades, onde há aglomerados de indivíduos dependentes de substâncias psicoativas que não o álcool. 

 

As reportagens sobre as consequências causadas pelo uso abusivo de álcool são raríssimas, e quase que, via de regra, associadas às mortes e acidentes no trânsito. Como se o único problema do uso abusivo de álcool estive relacionado ao trânsito, desconsiderando toda a complexidade a seu respeito. De outro lado, as reportagens que buscam transmitir a ideia de que todos que fazem uso de drogas ilícitas são violentos, dependentes e criminosos, são numerosas. Se de um lado há a tentativa de velar os problemas relacionados ao uso abusivo de álcool, de outro lado há a tentativa de marginalizar quem faz uso de outras drogas, as assim intituladas “pesadas”, “ilícitas”.

 

A questão aqui não diz respeito ao uso ou não uso de substâncias psicoativas, sejam elas lícitas ou ilícitas. A questão diz respeito à provocação de que todos possuem a liberdade de fazer uso de substâncias psicoativas, caso queiram, não podendo ser julgados e estigmatizados. Fazer ou não uso de determinada substância é um escolha pessoal. Dizer que todos aqueles que fazem uso de certa substância psicoativa “ilegal” vão se tornar dependentes dela e avançar para o uso de uma droga mais potente é errôneo, não condiz com a realidade.

 

O fato é que há pessoas que fazem uso de álcool e não são dependentes, enquanto que outras pessoas fazem uso abusivo de álcool é têm problemas severos. Não estão rodeadas de amigos e de mulheres cuja estética é idealizada, bem como não possuem carro importado e mansão para morar; que há pessoas que fazem uso de substâncias repudiadas e que não apresentam perfil criminoso nem são, claramente, dependentes químicas, bem como há pessoas que delas fazem uso abusivo é apresentam problemas severos. É repassada única e exclusivamente a ideia de que todo uso de substâncias psicoativas que não sejam legais deve ser combatido, e as pessoas que dela fazem uso, se preciso for, também. 

 

Torna-se mais problemático quando profissionais da saúde acolhem esse discurso, concluindo, então, que todos que faz uso de substâncias psicoativas “é caso perdido”, não buscando a prevenção. Não menos problemático, é quando os próprios usuários de substâncias psicoativas, que estão apresentando indícios de uso abusivo, internalizam esse discurso e se julgam inferiores e incapazes de abandonar o uso da droga que começa a fazer-lhes mal.

 

Jonathas Rafael

21/5/2017










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