Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019

Andrea Paiva

Andrea Paiva é Pedagoga e Pós-Graduanda em Fundamentos de uma Educação para o Pensar pela PUC-SP. Apaixonada por questões filosóficas e estudos do Ser, Andrea Paiva é poetisa e autora de livros. Atualmente é pesquisadora na área da educação através do Grupo de Pesquisa e Produção do Conhecimento - Cátedra Joel Martins PUC-SP.

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A hipocrisia também mora na ponta do seu dedo



  

"O Homem é o que é enquanto é, e este é, só é enquanto está sendo. Depois disso o que fica são apenas impressões e julgamentos."


Esse é o sentido que busco ao dizer que "hipocrisia só existe enquanto ideia e apontamento". Ou será que você conhece ou já conheceu alguém que se assumiu – mesmo que em determinadas situações – hipócrita? Ou já viu a própria hipocrisia andando no centro da cidade e fazendo compras?


Nem a hipocrisia, inveja, cobiça e tantos outros sentimentos, que homem algum admiti sentir, nos defini. Mas isso não quer dizer que não tenhamos todos eles em determinadas situações.


Eu, por exemplo, assim como você, não sou mentirosa, mas minto. Pouco, mas minto. E assim como você, eu também já menti e com certeza mentirei outras vezes. Agora me diga, com muita sinceridade, você se sente confortável quando descobre que mentiram para você? Óbvio que não! Já chegou a dizer "faça qualquer coisa, mas não minta pra mim", ou "eu detesto mentira"?


Pois bem, mentir, mas exigir do outro uma atitude diferente, é hipocrisia sim! Mas isso não faz de você um hipócrita.


O Homem não é um ser específico, linear e imutável. Portanto, nada disso nos defini. E digo mais, o problema não é mentir, mas tornar a mentira nossa primeira opção.


Com o tempo, percebendo não ser possível escapar dessas armadilhas da vida humana, o homem inventou a tal da "inveja branca" e "mentira pequena", como se cada uma delas deixassem de ser o que são pela cor que se dá ou pelo tamanho que se imagina.


Quanto a tal da hipocrisia, nossa criatividade (ainda) não ultrapassou a ideia atual. Ela continua sendo um ponto indicado com o dedo, e claro, sempre em direção oposta ao nosso corpo. Isso porque não conseguimos pensar em nada, como por exemplo, "hipocrisia branca" ou "hipocrisia pequena".


Entretanto, assumir os próprios sentimentos e reconhecê-los nas situações que te afligem – mesmo que não seja para o mundo, mas para si mesmo – já é um caminho.


E fazendo uso (novamente e descaradamente) de pleonasmo, eu digo mais: mentir para si próprio é o primeiro passo que distancia você de você mesmo. Portanto, se você é daqueles ou daquelas que continua afogando-se na mentira da mentira, saiba que a hipocrisia também reside na ponta do seu dedo, não apenas na direção que ele indica. E até o momento, eu não vejo outra opção a não ser encarar o bicho de frente.

 

 

Por Andrea Paiva                                                                                                                     

contato@andreapaiva.com










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