Quarta-Feira, 20 de Fevereiro de 2019

Ricardo Di Carlo

Ricardo Di Carlo é ator profissional em Teatro e Cinema. Possui Especialização em Metodologia no Ensino de Artes - Eixo Temático: Processos e Práticas no Ensino do Teatro. Formou-se em Arte-Dramática e em Direção de Produção Cultural. É ator, diretor, professor, pesquisador, produtor e preparador de elenco em cinema e teatro. Como pesquisador dedica-se a estudos acadêmicos na área de formação do ator, teatro e arte-educação. Nos palcos, interpretou personagens célebres, Édipo, de Édipo Rei, de Sófocles; Puck, de O Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, e Bibelot, de Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues. No cinema, protagonizou Kissing Death, direção de Michelle Barllet; Morte Súbita, com sua direção; e Poderosa Adoração, filme de Leandro Cavalheiro.

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As origens do Teatro e a sua semelhança com o Carnaval



Imagem: The Bacchanal of the Andrians de Ticiano

 

O Carnaval já passou, mas isso me fez lembrar da sua semelhanças com as origens do Teatro. Muitas são as histórias contadas sobre o nascimento da arte Teatro, alguns contam que o teatro surgiutão logo o homem foi criado, ou mais especificamente no momento em que um ser humano contou para outro algo (um caso, uma história - verdadeira ou não) de forma expressiva, se utilizando de gestos, como se estivesse mostrando "que foi assim que aconteceu". Em suma, todas essas versões do nascimento do teatro ocidental remontam à Antiguidade.

Uma versão bastante conhecida é a de que o teatro nasceu em meio a uma festividade bastante semelhante ao Carnaval, as chamadas Dionísiacas, que eram celebrações em louvor ao deus grego Dionísio, que duravam vários dias, regadas a vinho, orgias, danças e música.

A palavra bacanal tem origem dessas celebrações, pois bacanal vem de Baco, que é outro nome do mesmo deus Dionísio.

Nesta versão, o teatro surge, quando no decurso das perambulações em celebração das Dionísiacas, um cidadão ateniense, de nome Téspis, usando uma máscara, se destaca em meio a multidão para representar o deus Dionísio. Todos ali sabiam que não se tratava do deus encarnado, ou mesmo de uma incorporação, pois a isto só era permitido aos sacerdotes. De pronto todos entenderam que se tratava de algo nunca feito: a representação, isto é, fazer-se passar por outra entidade que não a sua própria, e, neste caso, a do célebre deus Dionísio.

Tal atitude agradou tanto o povo, que assim surgiu o Teatro, por meio da ação de atores em cena, em conjunto de pontos narrados pelo coro, eram representadas as histórias mitológicas e mais tarde das famílias tradicionais da Antiguidade. Essas representações passaram a constituir parte das celebrações das Dionísiacas, nascia assim o Teatro, e as chamadas Tragédias Gregas.












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