Terça-Feira, 23 de Abril de 2019

Marcelo Hindi

Marcelo Hindi é livre pensador (filósofo), Professor e Escritor. Apaixonado por livros, teatro e bom papo, está sempre com a cabeça pipocando de ideias sobre viver bem, bom humor, amizade e amor. Entusiasta da espiritualidade inata e presente em todas as culturas, pesquisa e estuda os mais variados assuntos e é colaborador do STUM, colaborador e colunista de Jornais­, autor do Blog ZerandoKarma e autor de textos avulsos espalhados pelos mais variados meios. Pacifista e conciliador, acredita que todos somos parte de uma nação ética chamada Planeta Terra.

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Banco Universal – A Conta Corrente das Emoções



E não é que em operações matemáticas elementares percebemos como as nossas vidas têm fluído - se em ordem ou não- e de que modo podemos nos sentir mais realizados e prósperos? Veja só: qual o resultado da seguinte operação (2-1=?). Dois menos um dá zero, certo? Errado! Isso é um grande absurdo não é? Você concorda comigo que dois menos um não pode dar zero? É algo bem simples e elementar. Mas na vida, o que é simples pode deixar de ser simples, bastando para isso que criativamente façamos atribuições de importância distorcidas, exageradas. Um alerta logo de início: o que é simples é simples mesmo. Precisamos tão somente reaprender a simplificar o que não parece mais tão simples assim.Vejamos algumas situações que podem bem ilustrar essa continha estranha: o sujeito está motivado, empolgado, pois vai estrear no cinema o filme por ele tanto aguardado. Tudo programado, cinema, boa companhia, pipoca, guaraná e... Eis que surge um imprevisto e não será possível ir ao cinema. Vejamos a continha: sujeito motivado menos cinema resulta em sujeito motivado? É o que esperamos da continha. Mas o que sobra é um sujeito desmotivado. Compreender o porquê disso é simples: a motivação do sujeito estava condicionada ao cinema e com a condição insatisfeita resta apenas o sujeito. Mas sem a condição há a inversão do status ‘motivado para o ‘desmotivado. E é isso que é estranho, embora aconteça a todo instante e com toda a gente. 

Vejamos outra situação, que deixa transparecer ainda mais esta continha esquisita: tomemos, por exemplo, o casal Lia e Leo, que nutrem amor um pelo outro. Isso significa que temos Lia + Leo=2 pessoas que se amam. Até aqui estamos bem? Acompanharam? Simples, não é? Ok... Mas, em um dia qualquer Leo se interessa por amar Laila, e Lia não gosta nem um pouco disso (mas nem um pouco mesmo!), Como ficamos: Lia e Leo - Leo resulta em... Zero. Como assim? 2-1=0 está errado! Não pode ser! (Lia e Leo) - (Leo) = (Lia), isso sim é o certo. Concordo amigos. Mas a Lia está tão arrasada por ter a condição do seu amor insatisfeita, que se sente "um nada". Daí o casal menos um deles resultar em zero. 

"Ei, Lia, minha querida amiga, não dependa desse amor para ser ‘Lia. Seja você independente da relação. Não transfira para a relação o poder de validar sua importância e valor. A relação não te completa, amiga. A relação pode ser realizadora- pode ser até fonte de muito contentamento e prazer- mas você já é completa, fantástica, especial, independendo da relação!". Na prática é um desafio e tanto, conservar a individualidade de modo incondicionado, sentindo que está com o saldo emocional positivo. Na conta corrente das emoções, é fácil atribuir a uma condição (principalmente atribuída a pessoas) o poder de cobrir nosso saldo negativo. 

Com ou sem a relação você é você; com ou sem o trabalho você é você; com ou sem seu carrinho, você é você; com ou sem o doce, você é você. A relação, o trabalho, o "hobbie", o título, o docinho, o carrinho, seja a que for atribuído o status e o poder de ‘condição, vale como resultado do exercício de sua liberdade de escolha e de seu direito de ser e de usufruir, não podendo ter o poder e o status de "condição sem as quais você não é você" sem que você autorize. É essencial que você compreenda que uma condição não pode ser uma condição se você não permitir. Isso é muito importante para sua saúde emocional. 

Uma relação saudável é uma relação por meio da qual exercitamos nosso direito de experienciar, sem prejuízo ao próximo e sem condicionamento de nossa parte. Se nos condicionarmos a alguma coisa, ficamos presos, dependentes. Incompletos sempre, carentes, infelizes. Toda a vida nos faltando algo ou alguém. Viver uma relação em paz consigo mesmo; um trabalho, um "hobbie", o que quer que seja, mas em paz consigo mesmo, resulta em uma relação nutritiva; uma relação de lucro, pois você já representa saldo positivo. 

E é exatamente esse o segredo: não dependa de condição alguma para se sentir com o saldo positivo na conta corrente das emoções e dos pensamentos. Seja você, assumindo sua importância, sua relevância, seus valores, sua honradez, sua dignidade, suas disposições, sua história, sua experiência, seus afetos, o saldo positivo. Desse modo, caso esteja só, o outro representará "extra", portanto você estará com lucro. A conta muda. Jamais 2-1=0 novamente. Pois o seu valor é de um ser insubstituível e único. Você sempre será saldo positivo e o restante o lucro. Estamos falando de amigos, familiares, amores, docinhos, o carro, um título, reconhecimento, bens materiais, conquistas espirituais? O que quer que seja, que valha como lucro, pois exatamente agora, neste solene momento, você já é saldo positivo nas contas correntes da vida e do Universo. Sua prosperidade independerá de qualquer condição. Hoje, pergunte o que lhe falta e diga: "Sei que falta algo, mas não acredito que isso me complete, já sou completo. Isso é extra". Vamos transformar sua vida em saldo positivo? Um sorriso se você concorda! Um abraço e boa semana. 

Um forte abraço.

Marcelo Hindi – Professor e Psicoterapeuta Holístico 

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