Quarta-Feira, 24 de Julho de 2019

Vander Christian

Vander Christian é apaixonado pelo mundo da leitura e escrita. Autor dos romances KARINA, PASSADO E PRESENTE e DUAS VEZES PAMELA MONTEIRO.

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Celebridade



Sair de casa para ir procurar emprego é uma tarefa difícil. E não é só porque nada garante que você vá conseguir o emprego. Claro que isso contribui e muito, mas sair com o envelope marrom nas mãos, nos faz parecer uma “celebridade”. E ser “celebridade” é tarefa difícil. O envelope marrom é a marca registrada que você está levando um currículo e provavelmente está desempregado ou querendo mudar para outra empresa.

Longe de ser vergonhoso, sair de casa para procurar emprego é saber que o dia vai ser longo e, que nem sempre, será proveitoso.

Me lembro da última vez que fiquei desempregado. Antes de sair de casa, contei umas três vezes as moedinhas que estavam num cofre velho. Separei o dinheiro para o coletivo. O resto que sobrou, era para comprar uma coxinha quando a fome apertasse. E era para uma coxinha mesmo. Suco nem pensar! Deixei currículos em várias empresas. Cheguei em casa exausto e morto de fome. A coxinha não deu nem para forrar o estômago. A rotina se repetiu por muitos dias. Faltou moedas para comprar coxinhas!

Quando o telefone tocou, marcando a entrevista, foi aquela alegria! Nem dormi de noite. A euforia passou quando cheguei no local da entrevista. Havia muita gente. Olhava para cada rosto ali e via adversários “bem mais fortes” do que eu. Parecia que cada um deles falavam para mim:

— A vaga é minha. Você já era.

De fato, somos assim. Até eu pensei isso ao ver um homem gargalhando alto. A disputa silenciosa existe em qualquer entrevista de emprego. A longa espera para ser entrevistado gera esse tipo de situação. No entanto, sempre aparece algo para nos fazer lembrar que ali, todos estão no mesmo barco.

— Aceita uma bolacha?

Olhei para o homem que me oferecia gentilmente a bolacha. Não tinha simpatizado com ele enquanto gargalhava. Mas depois, percebi que, assim como eu, ele poderia muito bem ter sentido o mesmo ao meu respeito e, mesmo assim, estava me oferecendo bolacha e não querendo me eliminar. Aceitei a bolacha e agradeci.

A entrevista acabou e fui para casa, onde fiquei esperando o telefone tocar, me chamando para começar a trabalhar. O telefonema nunca aconteceu e então, imprimi vários currículos, guardei todos dentro do envelope marrom e saí para procurar emprego novamente. Voltei a ser “celebridade” mais uma vez.    

 

 

 

 

 

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