Sexta-Feira, 22 de Fevereiro de 2019

Douglas Sanches

Douglas Sanches é formado em Publicidade e Pós-Graduado em Marketing Digital, área em que atua profissionamente.

É apaixonado por cinema e escreve sobre cultura pop em geral. É também autor do blog Moloko Milk.

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Crítica – A Pele que Habito e o triunfo de Almodóvar



É a volta em grande forma de Pedro Almodóvar. Um suspense dramático que não apela para sustos bobos e cenas fortes. Muito pelo contrário. Onde normalmente encontraríamos aquela trilha sonora preparando um susto iminente, ouvimos um som acalentador, suave, que ajuda a ditar a trama de forma sublime.

O suspense é muito mais psicológico e enigmático do que qualquer outra coisa. Se você leu algo sobre um“Frankenstein Moderno”, esqueça. Tirando a vontade louca do cirurgião plástico Robert Ledgard em criar uma pele resistente ao fogo, trauma pela morte sua mulher morta queimada em um acidente de carro, o longa segue mesmo como um thriller psicológico e não de esterótipos.

A charada do filme aos poucos vai se revelando e o melhor de tudo, não deixa peças soltas. É um filme que responde à todas as perguntas e o terror está encarnado nas ações bizarras que se desenrolam na tela, angustiando e desafiando até o mais libertino espectador. Marca do cineasta espanhol.

Antonio Banderas responde muito bem como o médico que vê sua vida indo por água abaixo com as perdas na família, mas quem rouba a cena é a atriz Elena Anya, no papel de Vera, a atual paciente do médico e vítima de seus anseios.

O fime é baseado no livro Tarântula, de Thierry Jonquest, o quel nunca havia ouvido falar, mas parece talhado por Almodóvar. Até mesmo nas cenas de ação sentimos o tom dramático, porém realistas, pois as ações são finalizadas, o ritmo da ação não é pausado, não existe filosofia na ação, é a atitude crua do ser humano.

Enfim, apesar de doentio e bizarro, é um filme que provavelmente agrada a todos os públicos. À mim agradou muito, surpreendido positivamente por um Almodóvar corajoso  e sem firulas. Agora vale aguardar o diretor voltar novamente ao gênero.

Minha nota: 9,0












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