Sábado, 17 de Agosto de 2019

Douglas Sanches

Douglas Sanches é formado em Publicidade e Pós-Graduado em Marketing Digital, área em que atua profissionamente.

É apaixonado por cinema e escreve sobre cultura pop em geral. É também autor do blog Moloko Milk.

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Crítica: Liberdade, de Jonathan Franzen



Recomendo! Assim, você precisa ter uma paciência de Jó para ler essa obra. São 600 páginas que passam lentamente. É um drama familiar denso e pesado, mas não é só isso.

A Liberdade do título é buscada constantemente por todos os personagens, mas ao mesmo tempo o conceito de liberdade não fica claro, o caminho para ela não é reto, talvez curvo. Na verdade enxerguei esse caminho como um circulo com um raio imenso.

Toda a trama gira em torno de Patty Berglund. É ela que dita o ritmo dos acontecimentos e dos conflitos com seu marido Walter e com o melhor amigo de Walter, Richard Katz, um roqueiro que tente fugir da fama que tanto quis. Outros personagens centrais são os filhos de Patty, Joey e Jessica. Essa família é representada como a típica família norte-americana de classe média.

O trio central, Patty, Walter e Richard se conhecem no final dos anos 70 na Universidade e suas vidas sofrem algumas voltas e reviravoltas que culminam em uma série de acontecimento de paixão e traição que cobrarão seu preço no futuro.

Com certeza você se identificará com algum personagem, com algum de seus ideais, apesar de no fundo não conseguir amar nenhum deles verdadeiramente e enxergar em si o quão tedioso, estúpido ou egoísta você é.

A história traça um paralelo também com a situação política e econômica dos EUA nas últimas décadas, o terrorismo e o medo, a guerra de Bush, pensamentos democratas e republicanos, o racismo ainda enraizado em muitas regiões do país e mostra também temas atuais, como a influência das novas tecnologias, meios de comunicação e a preocupação com o meio ambiente.

E mesmo com todos esses assuntos “maiores”, percebemos que não importa o grau de engajamento com uma causa maior, também não será encontrada aí sua liberdade. E me parece que é nesse ponto que o autor tenta chegar. Sempre queremos mais, queremos novidades, coisas que consigam mostrar o quanto somos livres e que podemos tudo, mas no fim o conceito amplo de liberdade se torna fugaz.

Leia sem preconceitos. Esqueça que é um livro badalado de um autor superestimado. Faço uma última recomendação: se você chegar lá pela página 100 e entediado com o ritmo, esqueça o livro, vai ser assim por mais 500.

Minha nota: 7,5

 










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