Domingo, 17 de Fevereiro de 2019

Douglas Sanches

Douglas Sanches é formado em Publicidade e Pós-Graduado em Marketing Digital, área em que atua profissionamente.

É apaixonado por cinema e escreve sobre cultura pop em geral. É também autor do blog Moloko Milk.

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Crítica: Um Dia, de David Nichols. Dex e Em, Em e Dex...



Sabe, me dei conta que cada livro que finalizo, me sinto mais disposto, com mais ânimo. Não importa se é um livro triste, um romance barato ou mesmo livros técnicos. Não que eu seja um cara pra baixo, longe disso, mas sei lá, ler é um ato que tem me feito muito bem, e que no fim sempre agrega, sempre se pode tirar uma lição!

Bom, falando agora de “Um Dia”. Foi acima de minhas expectativas. Não conhecia a história, sabia apenas que era um romance e o que me deixou com vontade de lê-lo foi um comentário positivo de Nick Hornbyna capa.

Apesar de uma premissa batida, sua estrutura é o grande acerto. A história é narrada sempre no dia 15 de julho de cada ano, começando em 1988, quando os personagens centrais se conhecem, quer dizer, se conhecem “melhor”. Cada capítulo corresponde a um ano e conta o que está acontecendo com Dexter e Emma, seus encontros e desencontros amorosos.

E claro, de nada adiantaria a estrutura se não houvessem personagens carismáticos. E aí David Nichols ganha mais um ponto! Dex e Em, Em e Dex... são personagens muito legais que fogem do óbvio, principalmente quando retratados como um casal.

Eu sempre me pego tentando me encontrar em algum dos personagens, só que eu sempre vejo pelo lado masculino da coisa, e deixando de lado esse sexismo, percebo que me identifico mais com Emma, até porque Dexter, apesar do seu charme e pompa, é um completo idiota, infantil e grosseiro, enquanto Emma é carismática, meio nerd e segura, mas cheia de insegurança.

Não, Dexter não é odioso, é uma grande figura e tem sentimentos reais por Emma desde sempre, a respeita e é sincero com ela, mas sua vida infantilizada não permite que veja as coisas de forma clara, e você torce muito para que ele mude e todos sejam felizes para sempre.

Mas acho que foi isso o que mais me agradou, a forma natural e realista como é mostrada a vida dos dois. Não tem fantasia, mostra o cotidiano e o sabor amargo da repetição diária, mostra um pouco do tédio, e que anos são necessários para que as mudanças ocorram, que água realmente não vira vinho conforme pregam.

Bom, recomendo que faça uma leitura rápida, sem muitas pausas, para conseguir pegar o ritmo da coisa. O mais legal é quando acaba um capítulo e você fica na expectativa para saber o que acontece no período de um ano na vida dos personagens. Cada fim de capítulo para mim foi um clímax!

Bom, o livro ficou mais famoso aqui no Brasil devido a sua adaptação para as telonas estralada pela queridinha Anne Hathaway e por Jim Sturgess. Ainda não assisti e nem sei da crítica, mas devo assistir de qualquer maneira pela curiosidade!

Minha nota: 8,5












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