Sábado, 21 de Setembro de 2019

Flaviana Souza

Formada em Publicidade e Propaganda (UNIBERO) e Eventos (ANHEMBI MORUMBI); estudante de MBA de Criatividade e Inovação no Ambiente Empresarial (UNICESUMAR) e de pós-graduação em Gestão Pública (FAEL); com pós-graduação em Gestão Cultural (Senac), Metodologia do Ensino de Artes (Uninter) e Educação Inclusiva com ênfase em Deficiência Intelectual; tem formação profissionalizante em Artes e Design (CDS) e Museologia (MCDB).

É trainee em Inovação na Gestão Pública no Laboratório de Inovação na Gestão do Governo do Estado do Espírito Santo. Trabalhou na área da cultura na implantação do Museu da Obra Salesiana no Brasil, em São Paulo-SP, e em Campo Grande-MS colaborou com a transferência do Museu das Culturas Dom Bosco para nova sede. Foi colunista semanal do site As Operárias.

O mínimo que se espera de alguém que tem 31 anos de idade e 29 dentro de uma instituição de ensino é que transmita um pouco do que aprendeu ao longo dos anos. Esse é o desafio do momento.

Agora pretende se disciplinar e manter essa coluna sempre atualizada. (de novo rs)

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Cultura como direito básico gerando desenvolvimento



 

“A cultura é um direito básico do cidadão, tão importante quanto o direito ao voto, à moradia digna, à alimentação, à saúde e à educação. A cultura tem três dimensões vitais: ela é produção simbólica, é direito de todos os brasileiros e é economia” BARROS (2008).

É com esse pensamento que inicio a análise da maneira como a cultura está sendo oferecida à sociedade e o retorno que pode ter dessa mesma sociedade.

As cidades abrigam 75% da população mundial, o que traz a necessidade de se fazer e oferecer uma programação que seja pluricultural, que agrade a todos os gostos. Quando o cidadão não se identifica com o que encontra a sua disposição (tanto para visualização quanto para degustação, audição, etc), pode acarretar a sensação de desconforto e insegurança conhecida como homesic (doente por não estar em casa). BARBERO (2000) vai mais além, batiza esse estado de espírito de “angústia cultural” e garante que se não contornado, pode levar a atitudes violentas. Se a falta de afinidade com a cultura recebida pode gerar perdas importantes ao indivíduo como angústia, depressão e até mudança severa de humor, a cultura deve sim ter sua importância melhor reconhecida.

Mas a cultura não traz benefícios apenas ao indivíduo, beneficia também a sociedade, contribuindo como uma das principais protagonistas para o seu desenvolvimento.

Segundo a ONU (1982), “desenvolvimento é um processo complexo, holístico e multimensional, que vai além do crescimento econômico e integra todas as energias da comunidade (...) desse estar fundado no desejo de cada sociedade de expressar sua profunda identidade...”.

Quando consideramos que as bases para um desenvolvimento humano e sustentável estão intimamente ligadas à herança histórica e as recordações do indivíduo, ambas concedidas pela cultura, entendemos que o desenvolvimento de uma sociedade é composto pela somatória dos benefícios criados pela cultura em cada indivíduo.

Ainda pensando na contribuição da cultura ao desenvolvimento de uma cidade, estado, país, é importantíssimo ressaltar que esse segmento movimenta, de maneira direta, 7% ao ano do PIB mundial, sendo o setor que mais cresce, emprega, exporta e remunera.

Podemos finalizar citando novamente BARROS (2008) que defende que a relação entre cultura e desenvolvimento (podendo ser estendida para a diversidade) pode ser compreendida ao se ater à indissociabilidade de três dimensões básicas e complementares da cultura:

- dimensão humanizadora e educativa

- dimensão coletiva e política

- dimensão produtiva e econômica

Cultura é um direito básico pois é essencial para o desenvolvimento individual e coletivo.

 

REFERÊNCIAS

BARBERO,   M.       Las      transformaciones        del       mapa   cultural: uma visión    desde  América            Latina. 2000.

BARROS, J. M. (org.) Cultura, diversidade e os desafios do desenvolvimento humano. Diversidade cultural: da proteção à promoção. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.

ONU, Conferência Mundial do México. 1982.

 

 

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