Sábado, 6 de Junho de 2020

Jonathas Rafael

Jonathas Rafael possui graduação em Psicologia (2015) pela Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Divinópolis - FACED. Tem experiência na área de Psicologia, com enfoque psicanalítico, em atividades com pequenos grupos de adolescentes em Estado de Vulnerabilidade Social e Atendimento Clínico Individual a adolescentes e a adultos. Seus principais temas de interesse são: Adolescência, Análise Institucional, Educação, Envelhecimento, Família, História do Brasil, Literatura Brasileira, em especial a machadiana, Preconceito Linguístico, Psicanálise e Cinema, Psicanálise e Educação, Psicanálise e Laço Social, Psicanálise e Literatura, Representações Sociais, Uso e abuso de álcool e outras drogas e Violência Urbana.

E-mail: jonathas.rafael@yahoo.com.br

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Educação, um direito de todos, inclusive dos presidiários!



“O nosso país é um lixo mesmo! Fica dando faculdade aos presos, para se tornarem profissionais do crime!”.

 

“O Brasil é terra sem lei! A pessoa mata e ainda tem direito de estudar, enquanto a maioria não consegue tão fácil assim, um descaso com a população honesta!”.

 

“Ah, a pessoa é detenta, não tem um dinheiro significativo, quando sair da cadeia, não vai achar emprego, ninguém vai empregar ela, e quem vai pagar o curso que ela vai fazer? Correto, somos nós, que não temos nada a ver com isso!”.

 

“Que isso, há tantas pessoas precisando estudar, de ajuda para ingressar em uma faculdade, e o Governo, ao invés de ajudar estas pessoas, ajuda os criminosos, homicidas! Esse país é vergonhoso!”.

 

“Quem comete crimes deveria ficar pra sempre na cadeia, deveria nunca mais estar em contato com resto da população. Fazer faculdade, nem pensar! Merece mesmo é cadeia!”.

 

“Quem mata e faz covardia com os outros deve apodrecer na cadeia! Imagina, jamais vou dar crédito a um bacharel que cumpriu pena!”.

 

Acima são os fragmentos de alguns diálogos que escutei em vários lugares da cidade nos últimos dias, que, em relação aos demais, não chegam nem perto no que diz respeito à manifestação de ódio.

 

As pessoas que disseram as palavras acima demonstraram claramente representar certa parte da população inconformada com o fato de presidiários terem Direito à Educação, bem como com o fato de alguns agentes governamentais legitimarem o Direito à Educação dos presidiários; como subterfúgio, alegam haver descompromisso por parte desses Agentes do Governo para com a população não carcerária, a qual se julga honesta.

 

Representam, também, certa parte da população a qual defende a ideia de que “cadeia” é o lugar onde se deve fazer uso de técnicas de punição das mais incisivas possíveis a fim de impingir todo o tipo de dor e sofrimento aos que nela estão inseridos, os presidiários. Por consequência, representam certa parte da população que conclui que o Sistema Prisional tem de se fundamentar em práticas violentas para reeducar presidiários, justificando que estes são presidiários justamente porque cometeram atos violentos contra a sociedade e por isto têm de ser violentados.

 

Não menos, representam certa parte da população que, de duas uma, (1) julga ser a Educação desnecessária para o desenvolvimento, formação e instrumentalização do ser humano (2) ou julga ser os presidiários pertencentes à outra raça que não a humana. (Há indivíduos que julgam essas duas coisas e fazem de tudo para disseminá-las na sociedade).

 

Ao se mostrarem adeptos a essas proposições, agem, às vezes mesmo sem consciência, de forma também violenta. Colocam os Direitos Humanos em segundo plano. Agem de modo a reforçar a ideia de que nossas integridades (inclusive dos presidiários, porque são seres humanos) são insignificantes.

 

O objetivo do Sistema Prisional é responsabilizar, reeducar e ressocializar aqueles que, em algum momento, descumpriram o contrato social então estabelecido, assegurando suas integralidades, e não fazer uso de métodos punitivos que visem à trucidação. Pelo menos é assim que tinha de ser.

 

O objetivo da Educação, por sua vez, é capacitar o ser humano para analisar e compreender suas complexidades e as complexidades de sua realidade, com efeito, agindo de modo a promover a produção e a construção de justiça social, e não a instrumentalização/aperfeiçoamento do ser humano para o crime.

 

 

Jonathas Rafael

3/3/2017










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