Sexta-Feira, 22 de Fevereiro de 2019

Denise Corrêa

Graduada em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo, pós-graduada em Psicopedagogia.

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Educando para a paz



Um fato novo, vivido no meu ambiente de trabalho esta semana, levou-me a pensar novamente na necessidade eminente de reavaliar a efetiva prática do amor e do respeito em todos os ambientes, em todos os níveis e com todos os indivíduos, desde a mais tenra idade.

Em um mundo onde adesivos são usados por crianças pequenas como manutenção de amizades dentro de um ambiente escolar, concluo que há algo de incoerente no aprendizado básico dos valores que queremos para nossa vida e, principalmente, para a vida dos nossos filhos.

O bem estar e o equilíbrio psicológico crescem nutridos por dois ingredientes essenciais: o amor e os limites. O amor dá à criança, a confiança incondicional de que haverá sempre alguém em algum lugar para partilhar momentos de felicidade, de dor, dúvidas, receios, sucessos e realizações. As regras (limites) desenvolvem a convicção de que o respeito pela liberdade dos outros é o único veículo para a nossa própria liberdade.

Não é segredo que educar uma criança é uma tarefa difícil e complicada, mas adorável. Concordo que requer persistência e dedicação, principalmente ao ensinar valores importantes para o futuro e a vida dos nossos pequenos.

A família tem um papel importante e fundamental na formação do indivíduo, mas é inegável a influência do professor na vida de nossas crianças. Muitos de nós, em nossas lembranças, acabamos por recordar aquela professora (ou professor) que marcou positivamente a nossa vida. Até hoje, eu me sinto envergonhada quando lembro da minha querida professora do primeiro ano escolar, que, possivelmente, também me mantém na memória... de suas canelas, que eu teimava em chutar, com delicadas botas ortopédicas para pés chatos, por não querer permanecer na escola. E que me ensinou o valor da paciência e da resignação. Santa professora!  No final do ano, eu a adorava!

Citei as minhas lembranças para afirmar a influência de um professor em uma vida. Consequentemente, afirmo a necessidade da prática pedagógica do afeto, da humanização, da cidadania, da democracia como contribuição para a formação de cidadãos responsáveis, críticos, afetuosos, comprometidos, solidários e, sobretudo, amorosos e respeitadores.

Quando falo em “Pedagogia do Afeto”, no desenvolvimento da afetividade em sala de aula, não me refiro ao carinho das professoras (res) para uma ou mais crianças, mas, sim, para o grupo como um todo, com intuito de que o educador possa adotar uma postura afetiva, a qual facilitará o exercício de sua autoridade com todos.

Na sala de aula, a afetividade proporciona o sentir a presença do outro, o aceitar um abraço, o bem estar, o perceber o olhar das crianças e, principalmente, compreender o comportamento de cada uma dessas crianças.

Ninguém aprende se não estiver confiante.

Ninguém aprende se não se sentir aceito.

Ninguém aprende sem emoção.

A afetividade nasce da certeza de que o aluno aprende quando se sente valorizado, acolhido e respeitado.

A condução de um espaço harmônico e afetivo, em sala de aula, facilita, em muito, o trabalho do professor e contribui para uma aceitação do outro, facilitando a convivência; uma educação para a compreensão das diferenças e para a paz.

O Universo agradece.

Denise Corrêa - Psicopedagoga e Tutora Educacional
Graduada em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo, pós-graduada em Psicopedagogia.
Endereço: Rua Enrico Delacqua, 297, Sala 65, Centro - São Roque
Fone e Whatsapp: (11) 99464-3749












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