Sábado, 2 de Julho de 2022

Daniel Marx

Escritor, jornalista, apresentador, roteirista e cineasta
Membro da (AILB) Academia Internacional de Literatura Brasileira e Membro da (AIL) Academia Independente de Letras

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Encontro de artistas e jornalistas em espetáculo teatral de São Paulo



Espetáculo "A confissão de Leontina" que está em cartaz no Teatro Eva Herz, em São Paulo, contou com a presença de convidados ilustres na última sexta-feira (15).

Imagem: Fábio Lins- Da esquerda para a direita: Daniel Marx, Drica Lopes, Marcio Trinchinatto e  Ida Nunēz

Entre os convidados que foram prestigiar a peça, estiveram presentes o jornalista e escritor Daniel Marx, a presidente da VRT Channel e diretora de cinema Drica Lopes, e a jornalista Ida Nunēz.

Com texto de Lygia Fagundes Telles, conhecida como a 'dama da literatura brasileira', que ocupava a cadeira 16 da ABL (Academia Brasileira de Letras) e que faleceu em abril de deste ano.  O espetáculo nos faz viajar ao passado com seus personagens marcantes, onde mostra a submissão em que as mulheres pobres eram submetidas e que foi retratada com maestria pelo ator Marcio Trinchinatto.

Vale lembrar que o espetáculo ficará em cartaz até o final de abril e que vem fazendo muito sucesso desde sua estreia no mês de março.

SINOPSE

Imagem de João Caldas

 

A Confissão de Leontina é um conto no qual sua protagonista suplica por outra chance social. Faz uma retrospectiva de sua vida, de seus momentos de felicidade, de amores, das traições, dos instantes de solidão e das desilusões.

Reconhecendo-se mais uma habitante da grande cidade, sujeita às injustiças da vida, Leontina reconstitui o seu percurso, desde os tempos de infância em que vivia numa pacata povoação – Olho d’Água. Uma infância árdua e pobre que a obrigou a trabalhar desde pequena, mas mais feliz do que os tempos que se seguiram.

A autora busca, esteticamente, desnaturalizar o preconceito enraizado na sociedade, em que os mais fracos sofrem as consequências do dominador. Do início até o fim do conto ela faz súplicas, por isso que esse corpo se enquadra no conceito de Foucault de “corpo supliciado”.

Uma das grandes marcas da obra de Lygia Fagundes Telles está presente na peça, que é a sua preocupação com as questões políticas e sociais de seu país, e ouvir a dor de Leontina passa a ser metáfora da dor e da beleza de ser brasileiro. Imortal da Academia Brasileira de Letras, ganhadora do Prêmio Jabuti em 1973 e Prêmio Camões em 2005, Lygia Fagundes Telles foi indicada ao Prêmio Nobel de Literatura de 2016.

O diretor Kleber Montanheiro trabalha com poucos itens de cenário e adereço, porém todos se transformando e assumindo várias funções, brincando com o que “nada é o que parece realmente”.

Sobre a volta do espetáculo, Marcio Trinchinatto comenta: “Foram dois anos de espera para uma nova temporada. Neste enorme período de confinamento silencioso e obscuro, vivenciamos o horror que nos mata em forma de vírus, poder e desamor. Aquilo que era uma vontade tornou-se necessidade: a obrigação de dar voz à Leontina, personagem invisível que sintetiza a ilustração do brasileiro vivendo à margem da vida. Um brasileiro que quase não é gente, mas conveniência.”
















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