Sábado, 19 de Outubro de 2019

Carlos Parra

Carlos Parra é um estudante amante de livros e de boa música, entusiasta político e reacionário.

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Escola sem partido



ESCOLA SEM PARTIDO

           

Escola sem partido nasceu em 2004 como um movimento com o objetivo de acabar com a doutrinação ideológica nas escolas e universidades. O pai desse movimento é Miguel Nagib, já o responsável pela criação do PL federal é o senador Magno Malta, que é conhecido por trabalhos como a CPI da pedofilia e discursos inflamados contra a ex-presidente Dilma durante o processo de Impeachment.

Quando se lê o projeto de lei percebe-se que as intenções do movimento são belas e morais, porém o modo de execução é falho. O aparelho estatal brasileiro está em ruínas e é incapaz de administrar as necessidades básicas do país, mostrando-se ineficiente então para cuidar das denúncias e das averiguações referentes ao projeto.

O projeto de lei 9394/16 foi criado principalmente como mecanismo de defesa contra o marxismo cultural e a estratégia gramscista adotada por diversos professores, principalmente os de colégios e universidades públicos. Por tal motivo o projeto ganhou um segundo nome: “A lei da mordaça”. O termo foi criado por militantes de esquerda que defendem o ensino do “pensamento crítico” nas escolas.

É totalmente compreensível que a esquerda seja contra esse projeto, pois esse é justamente seu modus operandi. Ideias de Maquiavel interpretadas por Gramsci que geraram as teorias e estratégias esquerdistas de manipulação de massas que ainda se mostram funcionais graças à podridão do Estado que não é competente o suficiente para administrar a educação de forma que a mesma estimule os alunos a pensarem por si e não seguir opiniões de professores que se aproveitam da atenção cativa que lhes é concedida pelos alunos, ou que é negligente e mantém essa educação podre para formar futuros eleitores.

É perfeitamente justa a manifestação de pais, alunos e professores que pedem pela escola sem partido, pois o que os estudantes precisam não é saber se a mais-valia existe ou não, mas que Marx acreditava em sua existência e Ludwig von Mises não. O que o movimento prega não é a abolição dos professores de esquerda para gerar uma educação de direita que vai rechaçar Marx e suas ideias em sala de aula, mas sim a pluralidade de pensamentos e a obrigação do docente de apresentar os dois lados da moeda, as ideologias antagonistas, não somente o que defendem ou que acham certo ensinar.

O grande problema do projeto é que a atual conjectura política brasileira utiliza a escola com o mesmo objetivo que levou a sua criação, atrair mais pessoas ao seu grupo intelectual, político ou religioso. A “educação” pública, desde suas origens, nunca teve o objetivo de preparar o aluno para a vida profissional, mas sim de transformá-lo em um mais um soldado do exército “intelectual” de quem governa.

A forma que o governante usa para doutrinar os jovens no processo de aprendizagem não é obrigando o ensino de sua ideologia, mas sim criando um sistema único de avaliação (ENEM) que cobra o conhecimento unilateral do assunto proposto, ou seja, quando um aluno faz o Exame Nacional do Ensino Médio sob um governo de esquerda ele será obrigado a concordar com a ideologia esquerdista se quiser ser aceito em uma universidade.

Partindo da premissa de que o governo não tem nenhum interesse no projeto e consequentemente não terá nenhum empenho em sua realização, deve-se procurar alternativas para que os alunos não sofram mais com a doutrinação dos professores, seja essa política, partidária, religiosa ou moral.

A criação de charter schools é uma alternativa ótima, principalmente para a população mais pobre que depende das escolas públicas (que são verdadeiros antros esquerdistas), pois essas são escolas comunitárias regidas de acordo com a vontade de uma assembleia constituída pelos pais da região.

Os pais dos alunos matriculados nas charter schools são responsáveis por escolher o que estará na pauta dos professores, não criando conflitos ideológicos, uma vez que todos estão de acordo e os divergentes podem simplesmente procurar outra charter school ou, se tiver condições, matricular o filho em uma escola privada de seu gosto.

            O próprio estado seria responsável por manter as charter schools, levando em conta que os colégios públicos não mais existiriam, ainda com o investimento dos pais que tem condição.

            Outra solução contra a doutrinação é o sistema de vouchers, sistema esse em que o governo deixa de lado as escolas públicas e transforma o investimento em subsídios para que os pais matriculem seus filhos em colégios privados que correspondam ao gosto dos mesmos.

            Para melhor entendimento é necessário que se estude um caso. Imagine então que exista uma cidade onde o governo gasta em média 600 reais por aluno na educação pública. Essa cidade então elege um prefeito liberal que decide deixar de trabalhar com a educação pública e passa a trabalhar com vouchers.

            O prefeito faz uma licitação e privatiza as escolas públicas da região. O dinheiro da privatização é investido em pontos importantes como a saúde pública ou segurança pública e para efeito de corte de gastos o governo passa a dar vouchers de 500 reais para os pais matricularem seus alunos em colégios privados que correspondam as preferencias políticas, partidárias, religiosas e morais dos pais.

            É óbvio que se o pai quiser matricular o filho em um colégio de 700 reais ele deverá desembolsar a diferença entre o voucher e a mensalidade, uma vez que o governo só devolve (uma vez que o imposto é nosso dinheiro sendo dado ao governo) 500 reais para a matrícula.

            Algumas pessoas argumentam que os vouchers vão diminuir os níveis de certas instituições que são mais baratas para um nível semelhante aos de colégios públicos, e é aí que entra o livre mercado e a teoria de valor marginal, que não fazem parte dessa pauta.

            Homeschooling e Unschooling também são modos de evitar a doutrinação, mas são proibidos no Brasil. Percebe-se então que a verdadeira doutrinação não está nas escolas, mas sim em um governo que se nega a proporcionar uma educação livre e de qualidade porque sabe que se o fizer perderá futuros eleitores, já que os alunos saberão pensar sem a ajuda de um pseudo-intelectual governista.

            Conclui-se então que por mais perfeito que seja o discurso da escola sem partido, por mais que o apoio ao projeto de lei 9394/16 seja totalmente válido, ele não vai dar certo. Não pelos motivos que levaram o socialismo a não dar certo, ou seja, uma teoria falha com fundamentos fracos, mas sim por conta de um grupo de pessoas detentoras do poder que vão fazer de tudo para acabar com esse projeto que vai acabar com a formação de eleitores, além da ineficácia do Estado de fiscalizar o cumprimento das leis. O Brasil ainda não tem um mecanismo bom o suficiente para vigiar o cumprimento da lei, e por isso o projeto escola sem partido corre um sério risco de se tornar ineficaz se não for implantado junto a uma reforma política geral.

            “Quis custodiet ipsos custodes?”

            Quem vigia o vigilante?










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