Sábado, 6 de Junho de 2020

Daniela Corrêa

Formada em Publicidade, pós-graduando em Marketing e amante da cultura e da moda.

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Estômago – A Irreverência do Cinema Nacional



Não é nenhum lançamento, mas assisti dia desses o nacional Estômago (2007) por acaso, zapeando lá pelo Canal Brasil. Sempre ouvi falar muito bem do filme, tinha muita vontade de assisti-lo, mas há muito já o havia esquecido. E confesso que me surpreendi. Esperava um filme meio cult, aqueles que a gente não entende muito bem, ou que dá uma caseira danada para assistir, mas não. Estômago é um filme pop, com todas suas peculiaridades, mas ainda sim pop.

João Miguel interpreta Raimundo Nonato, cearense que vai para a cidade grande buscando uma vida melhor. Aí a história corre paralelamente, no presente, com o protagosnista preso, e no passado, com a chegada a cidade. A pegada do filme é descobrir o que levou Nonato a ser preso, o clímax, como diriam as minhas antigas professoras de redação.

Na cidade, começa como ajudante em um bar em troca de um quartinho sujo e comida. No bar, as coxinhas e salgados de Nonato fazem um baita sucesso, levando centenas de novos fregueses ao bar. E é nesse mesmo bar que conhece sua princesa, a prostituta Iria (Fabiula Nascimento, impagável), fisgada pelo estômago por Nonato.

Nonato é descoberto por Giovanni (Carlo Briani), dono de um restaurante italiano da região, que o contrato como assistente de cozinha e para mantê-lo sob suas asas como pupilo, ensinando ao abobado nordestino sobre vinhos e sobra gastronomia italiana.

Em paralelo, vemos a chegada de Nonato à prisão, um presente para seus companheiros de cela nada amigáveis. Na cela existe uma hierarquia, e o bam-bam-bam é o violento e mal encarado Bujiú (Badú Santana, hilário), que passa a conseguir ingredientes para os pratos de Nonato, que por consequência cai nas graças do chefão, ou quase isso, e ganho o apelido de Alecrim (piada interna aqui).

O longa é uma dramédia de primeira, com momentos marcantes, como os presos trocando a palavra carpaccio por carrapato, e a atuação de João Miguel é demais, com um jeitão tímido e abobalhado que lhe rendeu o prêmio de melhor ator no Festival do Rio.

O desfecho não chega a ser surpreendente, mas é magistral, mostrando a transformação de Nonato em Alecrim, meio Zé Pequeno de Cidade de Deus. Não deixe de assistir essa obra (sim, obra) de estreia do diretor Marcos Jorge no cinema nacional, falando de migração, preconceito, prostituição, cadeia, e é claro, o prato principal, o amor!

Minha nota: 8,0










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