Domingo, 17 de Fevereiro de 2019

Vander Christian

Vander Christian é apaixonado pelo mundo da leitura e escrita. Autor dos romances KARINA, PASSADO E PRESENTE e DUAS VEZES PAMELA MONTEIRO.

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Fake ou Fato



 

Criticamos, defendemos, apoiamos, discutimos e até mesmo brigamos por eles. Mas e eles? Bom... Eles mentem, prometem, brigam, acusam, são acusados e chegam até a dizer verdades, mas é difícil de acreditar, uma vez que o histórico depõe contra todos eles.

Somos uma sociedade em agonia diante do que virá. Dizem que a democracia está ameaçada, no entanto, quando paramos para pensar que os roubos seguidos de morte só cresce, temos a impressão que a democracia sempre esteve ameaçada. Sim, sair de casa e não saber se vamos retornar é mais comum do que se imagina... Vivemos acuados diante de tanta violência, embora tem gente por aí dizendo que isso faz parte; somos um país livre. Mas quem é livre? Uma sociedade que teme entrar numa agência bancária depois das oito da noite, não pode ser considerada totalmente livre. Acho que estamos acostumados a esse “modelo” de democracia.

Será que de fato, estamos pensando no quanto o país vai mudar, ao defendermos com tanta veemência um candidato? Pelas redes sociais, isso não parece acontecer. As pessoas parecem ter escolhido um lado para defender, mas não sabe o que pode acontecer depois que o resultado sair.

— Vou escolher o menos pior.

A frase, dita para explicar uma escolha, deveria ser um crime. Na verdade, é um crime. Ao dizermos: “vou escolher o menos pior”, matamos de vez a chance de evolução. Quando temos que escolher o menos pior, significa que a situação necessita de uma mudança drástica no sentido de eleição. Então, esbarramos mais uma vez na DEMOCRACIA. Numa democracia de verdade, ninguém teria que escolher o menos pior. Ficar em casa e não comparecer na zona eleitoral seria o mais indicado a fazer. Mas na DEMOCRACIA em que vivemos, dizer isso é considerado algo errado, fora de lógica. Mas não vivemos numa democracia? Por que precisamos escolher entre o pior e o menos pior?    

Em passos acelerados, caminhamos rumo ao abismo das cores e das siglas dos muitos partidos existentes no país. Em época de eleição, conseguimos argumentos que são raros de aparecer em dias comuns. Perdemos amizades de longas datas, mas não tem importância, logo o Natal vai chegar e teremos a chance de prepararmos uma ceia farta e reconstruir a amizade novamente.

Até o Natal, ninguém mais vai estar se lembrando das eleições, pois tudo é criado para que a sociedade esqueça das eleições. Isso é muito importante. Se guardarmos tudo que ouvimos e assistimos no período eleitoral, seria o fim da política no Brasil. Esquecemos fácil as coisas... E o sistema não faz questão nenhuma de lembrar a população de tudo que foi dito. E assim, no Natal, não vamos mais lembrar do que era fake ou fato.

 

 

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