Sábado, 17 de Agosto de 2019

Tally Mendonça

Formada em jornalismo, atriz de teatro e amante da sétima arte.

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Filme Inesquecível: Donnie Darko



Lembro do dia em que entrei na locadora com minha prima. Tantos filmes pra ver, tantas dúvidas... Bati o olho em Donnie Darko. Uma capa macabra, um coelho das trevas. Quando li o enredo, tive certeza de que era o filme que eu queria ver. O problema? Tente convencer qualquer outra pessoa a assistir um filme sobre um rapaz problemático, sonâmbulo e com traços de esquizofrenia, um coelho gigante avisando que o mundo vai acabar em 28 dias, turbinas de avião caindo do céu e viagem no tempo. Eu já aviso: é uma árdua tarefa. Mas eu consegui...

Chegando em casa, colocamos o DVD. Minha prima dormiu. Eu? Não conseguia nem piscar, tamanha minha felicidade por estar conhecendo um dos melhores filmes da minha vida.

Se você for uma pessoa como eu (ou seja, não muito normal), se apaixona pelo filme na primeira cena. Ver Donnie Darko (personagem de Jake Gyllenhaal, que, se tornaria um de meus atores preferidos) acordando em uma estrada deserta e pedalando ao som de "The Killing Moon" (música bárbara, clássico dos anos 80 de Echo & The Bunnymen) é motivo de sobra pra eu amar o filme.

Toda a história que se seguirá é simplesmente encantadora. Donnie se mostra cada vez mais problemático e, ao mesmo tempo, mais surpreendente. Ele encontra o coelho, que lhe diz que o mundo acabará e passa a seguir ordens do mesmo. Sob o domínio do ente maquiavélico, causa estragos na escola e na vizinhança, se apaixona, discute smurfs com os amigos e descobre as viagens no tempo e as interferências do futuro no presente e vice-versa. Tudo ao som do que os anos 80 produziram de melhor em termos de música: INXS, Joy Division Duran Duran, Oingo Boingo, Tears for Fears, etc.

O filme termina de maneira inesperada. E o fim... Bom... É como se fosse o começo. O que é difícil de explicar e, devo dizer, estraga toda a graça se explicado. Só vendo pra entender. O que importa, é que o fim te faz pensar. Pensar – e muito – no que pequenas alterações em sua vida, podem influenciar no seu destino e no das pessoas que te rodeiam. Você estar ou não na sua cama quando uma turbina cai sobre ela pode mudar muito mais do que você imagina... E, seguindo esta linha de raciocínio, é fácil se perder em pensamentos sobre o que vale a pena fazer ou não e o quanto pode ser mudado com gestos que parecem ser muito pequenos. É claro, depois de ver o filme, você vai ter um mega medo e, antes de fazer qualquer coisa, vai pensar "Oh, meu deus, o que pode acontecer se eu atravessar a rua? Se eu comer queijo? Se eu dormir meia hora mais tarde? Se eu mandar este e-mail? Se... Se... Se...".

O final do filme traz ainda uma cena tão ou mais bela do que a inicial... Cenas entrecortadas, pedaços da vida, alívio e desespero, vida e morte, opostos, antíteses, lado a lado... Ao som de "Mad World", que ganha uma versão delicada e inesquecível na mesma voz de Gary Jules que já havia cantado a canção anteriormente, em um ritmo um pouco mais frenético. Ainda hoje – e por todo o sempre – ouvir os acordes iniciais da música me lembra Donnie, e, em uma questão de milionésimos de segundos, meu cérebro faz inúmeras associações, formula uma infinidade de hipóteses e me traz lágrimas aos olhos. Afinal.... "The dreams in which I´m dying are the best I´ve ever had".

Um motivo para ver? Um dos mais belos diálogos que eu já vi em um filme. No cinema, Donnie vê Frank - o coelho – ao seu lado e lhe pergunta "Porque você está usando esta fantasia idiota de coelho?". A brilhante resposta de Frank? "Porque você está usando esta fantasia idiota de humano?". E não tem como não se perguntar por qual motivo todos, no fundo, fazemos isso: usamos fantasias idiotas e escondemos quem realmente somos. Espero que assistir Donnie Darko faça com que as pessoas cheguem muito perto de liberar suas reais personalidades, mesmo que elas sejam coelhos gigantes e bizarros, prevendo o fim do mundo.










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