Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019

Suzi Barboza

Susy Barboza é escritora, poetisa e compositora e quer compartilhar pensamentos

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Filosofia do Pão



Uma pessoa que me é muito especial está muito brava porque, pela manhã, ao ser atendida na padaria,  próxima ao trabalho, onde  toma seu café da manhã, não está sendo servida adequadamente pois o sagrado pão nosso de cada dia está com aspecto muito ruim e com muito pouca manteiga...

Baiana arretada, rasgou o verbo, inutilmente, com sua bela voz cantante e, se bem conheço, de péssimo humor pela manhã...

Cheguei a ficar irada com tal atendente cuja esposa, se é que a tem, deve ter dormido muito de calças  jeans ultimamente devido ao frio e ao insensível coração do parceiro... Queria, eu mesma, esganá-lo por tanta mesquinhez. E se um dia ele precisar de sangue? Ela trabalha no estoque...

- Olhe meu querido, não posso lhe servir mais sangue não...

Mas, como disse antes, a baiana releva tudo, se orienta e logo foi, atenta, se dirigindo ao trabalho. E passou.

Depois de ouvi-la, atentamente, desligo o telefone e começo a meditar sobre as histórias dela e divagar sobre o pão e seu problema.

Ora, o pão é sagrado, o café da manhã, importante... e olhe que o mal humor dela pela manhã é monumental... Como resolver?

 Soluções Possíveis

A maneira mais fácil, que parece obvio, seria trocar a padaria, mas, e o desafio de resolver o problema? Alem disso, se ela se dirige até lá deve ter um bom motivo.... É perto do trabalho, é um ambiente agradável, o café deve ser muito bom pra compensar o pão...

Descartando a troca do estabelecimento, continuo a divagar:

Busquemos outro atendente... Imagina a cena...

 

- Bom dia meu querido, sei que está tudo lotado aqui, mas quero ser atendida por outra pessoa... (Sempre o sorriso)...

Creio que daria mais confusão ainda.

Falemos com o gerente...

- Quem é o gerente dessa bodega aqui?

- Que? Não tem gerente? Creeeeeedo... To passada...

(gente, ela é ótima)

Esqueço-me do gerente e busco alternativas, afinal, isso não pode se repetir.

Penso no pão, seu aspecto horrriiiivellll, como ela descreveu.

Penso no Pai Nosso (o atendente devia pensar) e no Pão Nosso

De cada dia e resolvo que só por Deus mesmo.

Mas a culpa não é de Deus, pois ele está provendo o pão, o sustento, a padaria e o atendente. Daí penso na insatisfação humana e seus limites (ou a falta deles)...

 Visualizo uma passeata em frente a padaria com cartazes exigindo a melhora na qualidade do pão, com piquetes de hora em hora, e convoco a imprensa para cobrir o evento. Desisto logo da idéia por achar assim... Como posso dizer... radical demais?

Mas não sou eu que come aquele bendito pão esturricado e sem manteiga suficiente. Volto ao problema do pão...

Na verdade não é o pão o problema, mas sim o que fazemos com ele. É é o que fazemos também com nossas vidas...

Vejo agora o pão como representação do corpo.

Consumimos, e,a cada dia, mais avidamente... Queremos tudo pronto. No máximo uma esquentadinha no micro e pronto...

Mas não é assim...

Temos tudo na natureza e na consciência humana...  Mas nada pronto.

Temos diamantes encontrados na rua e desprezados por não reconhecermos neles sua real beleza interior... Não lapidamos...

O pão é um diamante bruto, é trigo...

O atendente é bruto, dá no pão disfarçada  polida, mas não lapida o pão...

Temos a vida, somos diamantes raros mas não lapidamos, não brilhamos...

E dá mesmo trabalho lapidar, as vezes uma vida inteira... Mas, quanto mais nos concentramos nisso melhor ficamos. É a lei da evolução humana, perfeita por não ser de origem humana...

 Em nossas orações fazemos pedidos como quem faz a lista do supermercado. Não rogamos, ordenamos a Deus que nos dê, que nos envie pra ontem... Cá entre nós, se eu fosse Deus não ia me conformar com isso...

- Meu querido, qual parte do ¨ se vira aí até aprender¨  que você não entendeu?

Então a solução é lapidar...

Penso na melhoria do pão, valor agregado, no custo fixo, no variável, no viável e chego à conclusão de que não posso arcar com tamanho custo sem repassar ao consumidor final, é inviável...

  (Minha querida Bel... chega a dar um nó na minha cabeça)...

A grande solução é aplicar a lei garantida do capitalismo imperialista que não falha:

Ameace. Se não me servir de acordo vai fazer o boca-a-boca negativo e ai o atendente vai ser demitido porque não vai entrar uma viva alma aqui pra engolir, com tamanho mau humor de uma manhã chuvosa,

o tal sofrido e judiado pão esturricado que é vendido nessa espelunca.

Se nem isso der certo, minha  filha, como disse no início, parte pra outra que é mais fácil...

 










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