Sábado, 21 de Setembro de 2019

Lucas Rodacoski

Lucas Rodacoski é professor universitário, formado em Gastronomia pela Universidade Anhembi Morumbi (2009), com extensão universitária em Jornalismo Gastronômico pelo Senac (2011) e pós-graduado em Gastronomia: História e Cultura, também pelo Senac (2013).

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Muito além do amor



2014-03-19

 

 

Oi? Cozinhar não é serviço?

Pensando bem, para realizar um trabalho como esse - que não é tarefa fácil - e ganhar a merreca que o mercado paga - a contra-gosto, pois pagaria menos se pudesse -, de fato, Mia Couto, a única explicação é ter muito amor aos "outros" para se submeter a esse "ato". Explico.

De acordo como o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo (SinHoRes), há, apenas na capital paulista, cerca de 12,5 mil restaurantes em São Paulo. Isso apenas em uma das categorias. Um leque tão extenso que compreende casas especializadas em cozinha japonesa, italiana, portuguesa, espanhola, coreana, indiana, mexicana, churrascarias, bistrôs, steakhouses e toda a sorte de opções que a cosmopolita São Paulo oferece. Sabe se lá qual o número real de pessoas que trabalham nesses estabelecimentos, dia, noite e madrugada sob as condições mais extremas do ofício. Sim, ofício e não amor.

A Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014 celebrado no, e para o, Espírito Santo (pode ser visto neste link: http://www.sindbares.com.br/2010/convencao.php?id_pagina=67&id_setor=1) estabeleceu o piso salarial único para bares, restaurantes e similares no valor de - pasmem! - R$694,40! Não é um piso nacional, mas nenhum outro é menos injusto que esse. Também não é brincadeira, não é piada, muito menos fácil de engolir. Como não é fácil passar 10, 12 ou até 16 horas trabalhando em pé, sob pressão, e a mercê de todos os perigos que se escondem no fio da faca que se empunha ou no cabo fumegante de uma panela no horário de maior movimento. Não há glamour dentro de uma cozinha como supõe a mentalidade de programa de televisão daqueles que esperam o prato à mesa. Não há fama sob os uniformes suados daqueles que vestem empenho e força de vontade de estar ali, na lida, e não ser devidamente recompensado. Não preciso nem se quer enumerar outras situações daqueles que trabalham nos estabelecimentos de Alimentos e Bebidas, basta ler esse texto: http://whatthefood.com.br/50-coisas-que-ninguem-te-avisou-sobre-trabalhar-em-uma-cozinha-profissional/.

Claro que há quem cozinhe por amor, não nego isso, mas há tanta gente que exerce a profissão de cozinheiro(a) como qualquer outro profissional: muito além do amor é preciso sobreviver em um mundo mercantil. Enquanto inventamos poesias em panelas de pressão uma pessoa dá duro danado para que o prato chegue quente ao comensal e o salário chegue frio em sua conta bancária. É lindo ver arte nas coisas, mas isso não pode permitir que fiquemos cego diante das injustiças que assombram a categoria. Cozinhar pode, sim, ser um modo de amar os outros bem como a si mesmo. Cozinhar é tanta coisa. É ato político, agrícola, cultural, histórico, antropológico, social, econômico. Mas cozinhar também é serviço.

 










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