Sábado, 21 de Setembro de 2019

Flaviana Souza

Formada em Publicidade e Propaganda (UNIBERO) e Eventos (ANHEMBI MORUMBI); estudante de MBA de Criatividade e Inovação no Ambiente Empresarial (UNICESUMAR) e de pós-graduação em Gestão Pública (FAEL); com pós-graduação em Gestão Cultural (Senac), Metodologia do Ensino de Artes (Uninter) e Educação Inclusiva com ênfase em Deficiência Intelectual; tem formação profissionalizante em Artes e Design (CDS) e Museologia (MCDB).

É trainee em Inovação na Gestão Pública no Laboratório de Inovação na Gestão do Governo do Estado do Espírito Santo. Trabalhou na área da cultura na implantação do Museu da Obra Salesiana no Brasil, em São Paulo-SP, e em Campo Grande-MS colaborou com a transferência do Museu das Culturas Dom Bosco para nova sede. Foi colunista semanal do site As Operárias.

O mínimo que se espera de alguém que tem 31 anos de idade e 29 dentro de uma instituição de ensino é que transmita um pouco do que aprendeu ao longo dos anos. Esse é o desafio do momento.

Agora pretende se disciplinar e manter essa coluna sempre atualizada. (de novo rs)

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“Nós não aceitamos mais hierarquia do conhecimento”



Alerta: artigo de cunho pessoal

 

Resultado de imagem para briga na internet

 

Fonte: imagem da internet

 

O título desse artigo vem de um vídeo do Prof. Leandro Karnal, amado por muitos, odiados por outro tanto, que está rodando a internet. Mas, não, neste momento não colocarei em questionamento os dizeres dele, apenas utilizarei essa frase dentro do contexto que foi dita: os debates na internet.

 

Recentemente, ao publicar um artigo que falava brevemente sobre a arte como uma opção de instrumento potencializador da cura, me deparei com meu primeiro “confronto” com uma hater. Fui acusada de ser uma branca opressora simplesmente porque utilizei no artigo o ator Jim Carrey (e, claro, seu caso de busca de cura da depressão por meio das artes plásticas) como exemplo. Utilizei-o por ser ele extremamente conhecido e trabalhar com comédia, o que seria o oposto da depressão. Enfim, teria mil argumentos para justificar a minha escolha. Mas nenhum bastou para a minha hater. Sempre que eu abria a boca (ou melhor, aquecia os dedos) ela me discriminava por ser branca e ter graduações, ser “privilegiada”, como ela fez questão de grifar várias vezes. Com certeza se ela ler esse artigo onde eu cito, Karnal, ela virá com suas ofensas ensaiadas novamente.

 

Então eu pensei, poxa, de que vale toda a minha formação, tantos anos dedicados a estudar e estudar se quando vou abordar um tema que é da minha alçada e do qual tenho um mínimo de propriedade para discutir e coloco meu ponto de vista sou achincalhada pelo meu tom de pele. Minha cor me desqualifica para opinar sobre arte (afinal, esse era o tema do artigo)? Minha cor é mais relevante que todas as formações que eu tive? Qual a importância da minha cor nisso tudo? O problema foi relamente a minha cor ou existeiu um ódio gratuito? Se fosse uma sala de aula onde eu fosse a professora ouviria essas ofensas? Muitos professores escutam.

 

Eis então que me deparo com essa frase do Karnal e o divertidíssimo vídeo do Porta dos Fundos, intitulado “Distração”, e percebo que realmente a internet é um campo de batalha. Estamos todos armados para brigar por aquilo que acreditamos ser verdadeiro e dedicamos minutos e mais minutos das nossas vidas ao prazer de entrar em uma discussão. Seja porque estudamos sobre, ou porque jogamos no santo Google, ou ainda porque estamos em grupos e comunidades que discutem o tema.  Pior é quando defendemos uma linha de pensamento e somos tão aficcionados por ela que vemos oportunidade de disparar bolas de ataques por meio de nossas catapultas de ofensas gratuitas a todo e qualquer comentário sobre qualquer assunto aleatório.

 

Será que estamos utilizando a internet de modo correto? Será que os debates estão sendo praticados da maneira certa? Será que estamos nos permitindo ouvir o pensamento do próximo? Será que estamos utilizando nosso direito à liberdade de expressão? Ou seria à liberdade de ofensão? Será…?

 

O caso relatado aconteceu comigo, mas, poderia ter acontecido com qualquer um que está lendo (e, provavelmente, em algum momento já aconteceu). Episódios assim acontecem com professores, médicos, administradores, funcionários de todas as áreas que muitas vezes têm seu conhecimento coagido por ocuparem cargos de menor grau hierárquico ou, até mesmo, pela gestão/administração não entender nada da sua área de atuação e ignorar que o entendido do assunto é você.

 

Não estou, também, querendo defender aqui que se o conhecimento de um é maior que o seu então deve você abaixar as orelhas e aceitar tudo que esse diz. Mas é preciso compreender que existe todo um preparo dos profissionais que são especialistas em uma área e isso não tem nada a ver com cor, religião, gênero, orientação sexual… É preciso que aprendamos a trocar conhecimentos e não impor conhecimento (se ele existe de fato).  

 

Para fechar, vi no status do whatsapp de uma amiga um livro sobre autismo e logo já mandei uma mensagem contato que havia produzido um artigo para minha especialização em Educação Inclusiva sobre ações educativas para crianças com Transtorno do Espectro Autista e que precisaríamos conversar sobre, trocar conhecimentos. A menina ainda não é da área, está pensando em ingressar no curso de Psicologia e o autismo é um tema que interessa a ela. Mas o que me impede de aprender algo novo com ela, com suas buscas de conhecimentos e no futuro fazer até uma parceria para algum projeto? Essa troca é saudável, é válida, é desejável.

 

Troquemos mais e briguemos menos.

 

Perdeu os outros artigos? Estão todos aí embaixo:

 

A arte como campo privilegiado do enfrentamento do trágico e o caso do Jum Carrey (I nedded color)
A homossexualidade na Arte e a obra de Steve Walker
A figura de Cristo e a face Aqueropita
O papel da escola no hábito do cidadão de frequentar e desfrutar a Arte
Museu Casa Guilherme de Almeida: Um relato da visita
Tecnologia dentro dos museus: aliada ou inimiga
A Arte que a escola não ensina e o analfabetismo cultural
A globalização, as crianças e a mudança da referência de protagonistas
A cultura só pode ser compreendida a partir da história
Cultura como direito básico gerando desenvolvimento
Por que usar museus?
Patrimônio, Desenvolvimento, Globalização e Futuro: Case Polo Turístico do Circuito das Frutas

 

 










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