Quarta-Feira, 18 de Maio de 2022

Thiane Ávila

Estudante de comunicação social, já atuou como professora de Língua Portuguesa e Inglesa. Seu gosto pela escrita foi percebido e trabalhado desde muito cedo, levando-a a, hoje em dia, manter um blog pessoal com postagens regulares de textos autorais.

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Nos reduzimos a ódio e intolerância?



O partido ao qual me filio trata-se daquele que não usurpa, em guerra, dos direitos plenos e legítimos. A discussão sobre desvio de conduta, inadimplência parlamentar e mau uso do dinheiro público são mazelas políticas reais e que não estão sendo legalizadas pela defesa ao Estado Democrático de Direito. A duras penas, conquistamos o triunfo da democracia e, sem pouco sangue derramado, advertimos, em épocas que pessoas desinformadas e alienadas querem de volta, a intolerância frente aos atos mais basilares garantidos a uma sociedade libertária: sua expressão.

Dentro das perspectivas da democracia, o intuito se vale à medida que podemos expressar, pelo sufrágio universal, nossos princípios políticos e nosso posicionamento. A ruptura da Constituição dá-se, pois, quando a conquista, digna e honesta, é manipulada por interesses vis de uma oposição que não se opõe, mas que intenta validar suas verdades pela força e pela tirania. Um governo que não se elege pela vontade popular é tirano. Um representante que não representa a maioria não se faz digno de o ser. A voz clamada pela população é única via de efetivação dos fatos; caso contrário, quando adotada uma estratégia ilícita de incitação de um poder que não foi escolhido, trata-se, sim, de um GOLPE.

Acho alarmante o país estar vivendo épocas como a de hoje. Acho aterrorizante haver pessoas motivadas a retroceder conquistas, a deslegitimar direitos que foram, a duras penas, conquistados. A desinformação é, sem sombra de dúvidas, fatal. Hoje, ela ameaça pôr no lixo uma constituição. Hoje, ela põe em xeque todas as defesas dignas de um povo carente e, na maior parte, sem perspectivas. Os ganhos sociais identificados como esmola à gente que não faz jus às “regalias” que recebe. Os números, pois, legitimando iniciativas que deram certo. Não se trata aqui de torcer pelo Brasil, mas de torcer pelo fracasso de um povo caso isso seja necessário para que minha vontade seja a vencedora. Para que meus candidatos sejam os eleitos. Estarreço-me de ver irmãos brigando pelo que é de todos por DIREITO.

A ameaça catastrófica não se reduz a um país traído pelas próprias pessoas, mas por uma conduta histórica dos méritos que se abstém. O conservadorismo que traduz a intolerância. A defesa pela volta ao passado, transformando em meros números as vidas que foram submetidas ao sacrifício pelos ganhos que hoje avaliamos como praticamente nada. Prestes a serem desperdiçados, enaltecendo representatividades que nos envergonham internacionalmente. Um golpe que trará legitimidade ao governo? O ganho, à força, para suprir a vontade de uma classe privilegiada? Poder inconstitucional. Representação deslegitima. Envergonho-me.

Hoje, dia histórico para o Brasil, reafirmo meus princípios como quem ainda crê na maturação das consciências. Na reafirmação da conduta democrática. Que aprendamos, com tudo isso, a perder. Que defendamos, sob bases legais, nossas vontades; sem precisar, para isso, agir ilegitimamente. Outorgarão o poder se deixarmos. Que não deixemos. Que lutemos. Que honremos a democracia, bradando: NÃO VAI TER GOLPE!

 

THIANE ÁVILA.












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