Quinta-Feira, 5 de Dezembro de 2019

Marcelo Hindi

Marcelo Hindi é livre pensador (filósofo), Professor e Escritor. Apaixonado por livros, teatro e bom papo, está sempre com a cabeça pipocando de ideias sobre viver bem, bom humor, amizade e amor. Entusiasta da espiritualidade inata e presente em todas as culturas, pesquisa e estuda os mais variados assuntos e é colaborador do STUM, colaborador e colunista de Jornais­, autor do Blog ZerandoKarma e autor de textos avulsos espalhados pelos mais variados meios. Pacifista e conciliador, acredita que todos somos parte de uma nação ética chamada Planeta Terra.

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O Mundo Não Precisa de Super-Heróis – Precisa de Você



Há um hábito que é muito comum, altamente prejudicial à saúde integral e ao viver bem: ser o seu próprio algoz. Responsabilidade, maturidade, reconhecimento das próprias limitações, dos erros cometidos, tudo muito saudável, se a base da reflexão for carinhosa, gentil e o propósito da análise for o aperfeiçoamento, o crescimento pessoal, o desenvolvimento de novas habilidades. Mas é destrutivo quando o indivíduo apenas se censura, condena-se e se culpa. Reconheçamos nossa imperfeição e procuremos crescer, ampliar nossos horizontes, alinhar nossas ações às escolhas conscientes, mas incluamos nessas diretivas a cessação do hábito de ser o carrasco de si próprio, que tal?

O Exercício de autocompaixão é a base, o fundamento da prática da compaixão para com nossos semelhantes, é uma expressão da afetividade que se mostra de grande valia nos dias atuais. Começamos a apreciar nossa própria essência e nossa forma de interagir com o mundo que nos rodeia, e, dessa forma, facilmente nos habituaremos a apreciar os que nos cercam. Não é novidade que, embora as tecnologias nos aproximem no quesito informação e comunicação, estamos nos distanciando: de nossa própria essência e da essência do outro. Vivemos em uma superfície de aparências e julgamos a nossa superfície e a superfície do outro. A censura, a crítica, a condenação são facilmente expressadas, e costumeiramente exercitadas.

Precisamos escapar dessa superfície e reconstruir laços profundos e duradouros com aqueles que estão à nossa volta. A solidão começa por estarmos distantes de nós mesmos, e mesmo convivendo com tantas pessoas, às vezes nos sentimos soltos, perdidos em um imenso deserto vazio. O primeiro passo é compreender que para que nos julguemos e cheguemos à censura e à auto-reprovação, precisamos de uma comparação. Com quem estamos nos comparando? Com outra pessoa? Sejamos autênticos e edifiquemos bases sólidas, apreciando nossa própria estrutura, nosso eu, sem comparação com o outro - que tem o seu valor, sua importância, mas que difere da nossa (afinal, você é uma história e o outro uma história totalmente diferente - livros diferentes). 

Se para esta pergunta a resposta for: "não estou me comparando com nenhuma outra pessoa", estamos bem próximos de reconhecer a existência daquele com quem menos nós deveríamos nos comparar, tamanho o dano que isso tende a causar: Nosso "eu" idealizado. Sem que percebamos claramente, ao longo de nossas vidas nós construímos uma idéia de "eu ideal, perfeito", e utilizamos por força do hábito esse eu maravilhoso para avaliarmos nosso comportamento, desempenho, méritos. Quer um exemplo? Considere que você acabou de conversar com algumas pessoas e está com a seguinte idéia: "puxa, fui muito mal naquela colocação... e aquilo que disse? Que bobagem... fui ridículo!", qual é a sua referência para que chegue à conclusão de que foi ridículo? Quem é "não-ridículo" para você usar como base de comparação para decidir que foi ridículo? Não há nenhuma, não é? Pois bem: eis um eu perfeitinho, idealizado, que serve de base de comparação para que nos julguemos a todo o momento e nos sintamos inadequados ou adequados, certeiros, precisos, especiais ou insignificantes.

Este eu idealizado fica discretamente posicionado em nossa estrutura psicológica, e é motivo de muitos desconfortos, a exemplo a insegurança. É preciso que haja um ideal para se comparar e considerar que é inadequado, sem méritos, sem competências para desempenhar um determinado papel. 

E o que ocorre quando paramos de nos comparar? Estamos iniciando um exercício de autocompaixão e, finalmente, estamos nos tornando uma excelente companhia para nós mesmos: nosso melhor amigo. À medida que nos curtimos, nos sentimos bem com nós mesmos e lidamos não somente com responsabilidade e maturidade, mas também com compaixão, tolerância e carinho, começamos a sentir, com grande facilidade, o estabelecimento de uma relação compassiva, carinhosa e tolerante para com o outro. Aproximamo-nos mais de nós mesmos e do outro. Solidão, nunca mais.

Então, lembre-se de ser seu melhor amigo. Sinta-se adequado, você não precisa ser perfeito, não precisa saber tudo, não precisa ter todas as respostas, não precisa acertar tudo, você pode contar com o outro, pode pedir ajuda, isso não lhe diminui, pelo contrário, engrandece-o (agora você não é só sua força, é o somatório de forças). Fazer bem feito, com responsabilidade e dedicação com amor não significa buscar a perfeição, pois o mundo não precisa de super-heróis, precisa sim, de seres humanos imperfeitos, mas compassivos, afetuosos, gentis e verdadeiramente satisfeitos com seu momento. Que tal por uma semana aceitar suas imperfeições com bom humor, ser seu melhor amigo e se dispor a ser amigo dos que o rodeiam? Um abraço.

Marcelo Hindi – Professor e Psicoterapeuta Holístico 

contato@terapiaviverbem.com.br 

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