Sábado, 21 de Setembro de 2019

Pedro Fagundes de Borba

Estudo ciências sociais na Universidade do Vale do Rio dos Sinos; escrevo para portais; me chamo Pedro Fagundes Borba.

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O vaqueano



    Blau Nunes, o vaqueano do pelotense João Simões Lopes Neto, conta diversas histórias de sua vida no livro "Contos gauchescos", obra prima do autor. Ainda que o ufanismo regional aumente certos fatos e condições, é excelente por mostrar toda a poesia do personagem, como encarava aquilo que via e gostava. O gaudério é marcante principalmente por apresentar, de forma completa, uma visão de mundo pessoal, entre o ambiente e a personalidade que tem. 

    Qualquer dos contos da obra é interessante de se analisar, a filosofia e a visão presente em cada uma das histórias. Aqui, no entanto, vou olhar um que se trata propriamente de história, mas do vaqueano, que por todo o Rio Grande do Sul andou, relembrando de um costume de sua época, desaparecido na do jovem ouvinte, que ouve a história sendo contada. Em "Correr eguada", diz que, se fosse daquele tempo, não seria novidade. Conta então o velho costume de se correr eguada, relembrando a vez em que participou de uma. Diz sua experiência, aquilo que fazia, o que via, seus companheiros, o que gostava, a beleza da vida, tudo dentro dentro de uma experiência completa, narrada por seu próprio linguajar. Nada como tomar mate e correr eguada, diz Blau Nunes. Além da visão regional, mostra uma visão completa, universal do mundo.

    Para não falar exclusivamente deste, falarei de uma das histórias por ele contada, para mostrar outros indivíduos, com outras características. Falarei do conto "Jogo do osso", onde Blau afirma ter visto uma mulher ser apostada na taba. Custou vida, mas foi jogada. Em uma vendola, um vendeiro jeitoso para o que cheirasse a plata de dono, se jogava o jogo do osso. Consistia em atirar para cima, em um chão parelho, o osso da taba da vaca, para dar culo ou suerte. Quando cai com o lado arredondado para cima, dá culo e se perde. Suerte é quando o lado chato fica embaixo e se ganha. No caso visto por Blau, eram o Chico Ruivo e o Osoro. O primeiro, vivia com Lalica, estava perdendo tudo para o segundo. Em certo ponto, apostou Lalica, e a perdeu. Provocante, foi se engraçar bastante com Osoro, indo dançar com ele. Irado, Ruivo lhes enfia a faca no momento em que se beijavam, varando os dois corações de uma só vez. Sai correndo pela porta, monta no cavalo do falecido Osoro, foge e grita: " Siga o baile". 

     Usando estes dois contos como base, vimos Blau interpretar duas coisas que ocorreram em sua vida. As tem de acordo com experiências de vida, como quem cruzou o Rio Grande do Sul em graciosos ziguezagues. É um homem viajante, que observa o que, ocorrendo em formas gauchescas, a cultura em que estão inseridos indivíduos e ele também. A observa, em sua forma bagual e gaudéria, vivendo uma vida, percebendo o que ocorre. Dela também participa. Em seu aparente desgarramento social, com todos interage e observa, os revelando. 










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