Terça-Feira, 18 de Maio de 2021

Aline de Lucia

Aline de Lucia, Vice-presidente e voluntária da ONG Instituto Pro Humanitas, é Arquiteta Urbanista, com foco em Sustentabilidade Urbana, e Especialista em Direito Urbanístico e Ambiental.

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Onde você mora? Uma reflexão de como temos habitado nosso meio ambiente.



 

Onde você mora?

Se alguém te abordar com esta pergunta, muito provavelmente você responda que mora em tal cidade, ou em tal bairro. Dificilmente a resposta seria "moro na casa número tal da rua tal". O sentido de habitar extrapola o sentido de residir! Não moramos apenas em nossa residência, muito embora entendamos que habitamos este espaço.

Tudo o que nos rodeia, condiciona e/ou influencia nossas vidas de alguma maneira, pode ser chamado de nosso meio ambiente. E, da mesma forma que este meio nos influencia, também nós o permeamos, condicionamos e/ou exercemos influência em como ele se desenvolve.

A sensação de segurança e conforto da qual usufruímos em nossas casas, são, na realidade, a sensação de estar abrigado (resguardado, protegido) e, por tanto, livres para sermos nós mesmos em plenitude. Mas também as pontes, as estradas e os edifícios compõe o meio em que habitamos.

De certa forma, quando passamos pelas ruas do trajeto cotidiano, quando estamos no escritório, desenvolvendo nosso trabalho, ou quando vamos ao parque com nossa família, e "nos sentimos em casa", confortáveis, seguros, nestes momentos estamos habitando um espaço. Ao construirmos o espaço, permitimos que ele seja habitado, uma vez que toda construção está relacionada, de certa forma, com nosso abrigo, ou seja, o local em que moramos.

Por isso, é importante que voltemos nosso olhar para a qualidade do nosso habitar o meio em que vivemos. Esta reflexão nos leva a observar o setor da construção civil, principal responsável pela forma como se dá a ocupação do espaço que nos rodeia. Dados têm apontado que este setor é o maior consumidor de energia e recursos naturais, bem como, o responsável por mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pela humanidade.

Estes índices apontam um desequilíbrio não apenas no setor da construção civil, mas também, e principalmente, namaneira como temos habitado o nosso meio ambiente. Reverter os índices acima apontados é um desafio global e também nosso desafio cotidiano. Os paradigmas ambientais estão mais próximos de nós do que podemos imaginar!

As mudanças da Agenda global para o desenvolvimento sustentável dos países e cidades é um grande passo para esta transformação. Mas isso não basta! Podemos e devemos querer mais.

A adoção de práticas sustentáveis no projeto dos nossos edifícios e cidades nos permite reduzir o consumo de recursos naturais sem nos privarmos deles. Assim, poderemos habitar nosso meio garantindo qualidade de vida a todos. E o que é que podemos buscar de melhor para o meio em que vivemos?

A Construção Ecológica traz diversas possibilidades de contribuição para a redução de impactos ambientais, a melhoria do conforto ambiental e a reconquista da harmonia entre o ser humano que habita e o meio ambiente que é habitado. Esta harmonia é o que restituirá o equilíbrio necessário para sermos(tanto nós como tudo aquilo que faz parte de nosso meio) nós mesmos em plenitude, garantindo a qualidade de vida para todos.

 

Arq. Urb. Aline de Lucia

Consultora em Arquitetura Sustentável e Urbanismo Ecológico, Vice-Presidente do Instituto de Pesquisa Aplicada Pro Humanitas

http://www.prohumanitas.org.br/construcao-eco












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