Sábado, 6 de Junho de 2020

Victor Barboza

Victor Barboza é fundador da GFC - Gestão Financeira Criativa e atua com Educação Financeira e Gestão Financeira de pequenos negócios

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Os impactos do Coronavírus para o seu bolso



Muito mais do que os problemas de saúde que o Coronavírus traz, o cenário de incerteza e pânico vem gerando muitos efeitos colaterais. Quem investe em ações ou acompanha a bolsa de valores tem vivido com as emoções à flor da pele. As bolsas do mundo todo vivenciam sucessivas quedas e o dólar não para de subir. Seria o fim dos tempos?

Em situações como estas, o negativismo e a visão de curto prazo fazem muitas pessoas se desesperarem e tomarem decisões muito mais emocionais do que racionais, que podem gerar perdas de dinheiro. É o nosso Sistema 1, explicado pela Psicologia Econômica como intuitivo e emocional, tomando conta das nossas decisões, enquanto o Sistema 2, racional, parece ter desaparecido.

E, também explicado pela Psicologia Econômica, temos também o fator da dor da perda ser mais intenso do que a alegria dos ganhos. Assim, quando vemos nosso dinheiro sendo desvalorizado, pode surgir um sentimento nada confortável.

E, além desta força do lado emocional, nos cenários de incertezas e riscos, naturalmente o ser humano prefere se proteger. Do ponto de vista de novos investimentos, preferir segurar dinheiro e ver no que vai dar acaba sendo um “reflexo” para muita gente. Porém, como veremos a seguir, aproveitar as baixas pode ser uma boa oportunidade, com a adoção de boas estratégias.

Impactos Econômicos

Sabemos que o Coronavírus começou justamente em uma das principais potenciais mundiais, a China. Isso, sem dúvidas, trouxe e continua trazendo consequências bem graves para a economia mundial. A desaceleração do crescimento econômico de uma das principais potências mundiais reduziu as importações por parte deles, o que, sem dúvidas, resultou na desaceleração econômica do mundo todo. Não só o Coronavírus se proliferou por todos os cantos do mundo, mas as economias de todos os países também começaram a sentir sérios problemas.

A redução dos números de voos, viagens canceladas, eventos suspensos e até locais fechados também contribuem para impactos negativos nas economias nacionais e internacional. Pessoas consumindo menos, empresas produzindo menos, e, para complicar ainda mais, uma guerra nos preços do petróleo.

Muita gente já dizia que uma próxima crise econômica mundial estava rondando e poderia chegar a qualquer hora. O conjunto desta obra pode ter sido um desencadeador para esta crise. Se ela se desencadear, o planejamento financeiro e a reserva de emergência precisam ser mais do que reforçados!

A queda das Bolsas de Valores

Diante deste cenário de incertezas, o Risco de Mercado e um Risco Sistêmico fazem com que as bolsas de valores do mundo todo sintam fortes efeitos colaterais. Até então, apesar de instabilidades como a guerra comercial China x EUA, nos últimos tempos as bolsas no mundo todo vinham em um movimento de alta. Com o Coronavírus, diversas quedas acentuadas que não eram vistas há algum tempo voltaram a fazer parte da vida dos investidores.

Em vários países, inclusive no Brasil, as equipes econômicas vinham (e devem continuar) realizando cortes em suas taxas básicas de juros, como forma de restabelecer o crescimento das economias. Por aqui, a Selic voltou a sofrer com sucessivos cortes, colocando-a no menor patamar da história. Consequentemente, aplicações mais conservadoras e tradicionais, como a Poupança e o Tesouro Direto, passaram a pagar menos, criando uma migração de investidores para o mercado de bolsa de valores.

Porém, sem a boa Educação Financeira esta migração pode ser muito conturbada, visto que, apesar da possibilidade de maiores retornos, os riscos acabam aumentando junto, o que, sem boas estratégias, pode gerar perdas significativas.

É por isso que investimentos como ações e fundos imobiliários são chamados de títulos de renda variável, já que eles variam! Aquela ideia de uma subida constante que a Renda Fixa possui, como um elevador, dá lugar para altos e baixos, como se fosse uma montanha russa. Quem não diversifica e possui estratégias, acaba tendo sérios problemas.

Pânico ou uma tempestade passageira?

Você já imaginou em um único dia perder muito dinheiro? Na segunda-feira, dia 09, esta foi a realidade de praticamente todo mundo que investe em ações, visto que o Ibovespa caiu 12%! Outros dias na sequência também tiveram quedas na mesma escala.

No dia 09 a bolsa chegou a ter suas operações suspensas por 30 minutos, no chamado Circuit Breaker. A última vez que isto tinha acontecido foi em 2017, no dia após as delações de Joesley Batista. No dia 12, além da queda inicial, com suspensão por 30 minutos, após a queda ser superior a 15%, a bolsa chegou a ficar suspensa por 60 minutos.

Mas, nestes cenários, as perdas de dinheiro só foram consolidadas caso o investidor tenha vendido suas ações, com preço abaixo do que ele havia comprado. Quem não tinha reservas e diversificação pode ter se visto obrigado a fazer isso. Caso contrário, quem conseguir não vender as ações, apenas viu seu patrimônio caindo, mas com a possibilidade de voltar a subir posteriormente, conforme já aconteceu em outras pandemias e crises.

Quem entrou recentemente no mercado de ações está passando por um verdadeiro “batizado”. Fortes quedas, circuit breaker, desvalorização de capital. Todos estes são testes de fogo.

Porém, cenários como estes já ocorreram e continuarão ocorrendo, periodicamente. Conforme dissemos, a bolsa de valores é algo de renda variável, ou seja, nunca cairá nem subirá para sempre. As oscilações acontecem.

Só para você ter uma noção de como algumas outras epidemias trouxeram fortes quedas na economia e nas bolsas de valores. Em 2003, com o SARS, e em 2009, com o H1N1, as bolsas também tiveram momentos da pânico. Em ambos os casos, após grandes altas, elas chegaram a despencar. Lembre-se que em 2009, além de tudo, o mundo vivia num cenário econômico muito delicado, por conta da crise econômica de 2008. As fortes quedas acabaram minimizadas com o tempo.

Porém, repare como olhar o passado é muito mais fácil do que olhar o presente e tomar as decisões, pois não sabemos até onde irá o Coronavírus, quando será desenvolvida a vacina e como a economia mundial retomará. Ou seja, não temos uma bola de cristal para saber até quanto a bolsa irá cair.

Você já deve ter ouvido a expressão “compre na baixa e venda na alta”. Não sabemos dizer exatamente quando será o menor valor que a bolsa alcançará, mas, se ficarmos esperando, podemos perder o bonde. Por isso, buscar momentos oportunidades nestes momentos de quedas, analisar as ações, se informar bem (se for o caso, buscar a assessoria de profissionais( e comprar com estratégia podem gerar bons resultados num médio/longo prazo.

Para isso, a boa educação financeira é primordial. Só deve buscar estas oportunidades quem possuir reservas e ter um capital a ser destinado para o médio e longo prazo, e claro, se sentir À vontade para investir em ativos de maior risco. A estratégia chamada “Buy and Hold” (“Comprar e aguardar”), baseada na Análise Fundamentalista, pode trazer boas oportunidades de compra de ações que tendem a voltar a crescer ao longo do tempo.

E esteja ciente que esta retomada pode demorar, meses, e até anos. O senso de imediatismo e curto prazo devem ser trocados pela visão de futuro. A grande oportunidade se dá justamente comprando nestas baixas e vendendo após a retomada. Porém, o efeito manada faz muita gente fazer o oposto: comprar na alta e vender na baixa. Fuja da manada!

Para resumir este cenário, o pânico e o desespero não devem ser deixados tomar conta da situação. Montar estratégias para se proteger, se informar e aproveitar as boas oportunidades são o caminho.










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