Quinta-Feira, 17 de Outubro de 2019

Flaviana Souza

Formada em Publicidade e Propaganda (UNIBERO) e Eventos (ANHEMBI MORUMBI); estudante de MBA de Criatividade e Inovação no Ambiente Empresarial (UNICESUMAR) e de pós-graduação em Gestão Pública (FAEL); com pós-graduação em Gestão Cultural (Senac), Metodologia do Ensino de Artes (Uninter) e Educação Inclusiva com ênfase em Deficiência Intelectual; tem formação profissionalizante em Artes e Design (CDS) e Museologia (MCDB).

É trainee em Inovação na Gestão Pública no Laboratório de Inovação na Gestão do Governo do Estado do Espírito Santo. Trabalhou na área da cultura na implantação do Museu da Obra Salesiana no Brasil, em São Paulo-SP, e em Campo Grande-MS colaborou com a transferência do Museu das Culturas Dom Bosco para nova sede. Foi colunista semanal do site As Operárias.

O mínimo que se espera de alguém que tem 31 anos de idade e 29 dentro de uma instituição de ensino é que transmita um pouco do que aprendeu ao longo dos anos. Esse é o desafio do momento.

Agora pretende se disciplinar e manter essa coluna sempre atualizada. (de novo rs)

Ver todas as colunas

Pensando a Educação Inclusiva no que tange a Deficiência Intelectual



Resultado de imagem para educação inclusiva

 

Imagem da internet

 

A inclusão e aceitação do deficiente na sociedade é recente e ainda enfrenta muitas barreiras provenientes de preconceitos, desconhecimento e desequilíbrio entre a legislação e a prática.

Fazendo um breve resgate histórico é possível perceber que a marginalização do deficiente tão presente no período pré-cristão e o impasse entre ser ele divino ou  maligno ocorrido na Idade Média estão, de certa forma, presentes nos dias de hoje.

Como uma forma de reparar o descaso dos séculos anteriores, a partir do século XX o deficiente, que desde o século XVI começa a ser acompanhando no âmbito médico, passa a ter seus direitos previstos em lei e discutidos em eventos nacionais e internacionais. A legislação que rege os direitos dos deficientes no Brasil é mais avançada se comparada com outros países, porém, sua aplicação na prática caminha em passos lentos.

Se hoje é previsto por lei que todos devem ter acesso à educação, caberá ao corpo docente, com apoio público quando escolas públicas, abraçar a Deficiência Intelectual e incorporá-la em seu planejamento. É importante salientar que não é somente o simples acesso à educação que deve ser assegurado, mas um acesso de qualidade, onde o aluno com deficiência não pode ser ignorado mas também não deve ser superprotegido e proporcionar meios de valorização do seu conhecimento prévio impulsionando o reconhecimento de sua identidade.

Quando pensamos na mediação do professor junto ao aluno com Deficiência Intelectual é imprescindível se pensar nas teorias de desenvolvimento educacional que tangem a prática da Educação Especial. Piaget, com seus quatro estágios do desenvolvimento, nos entrega parâmetros para avaliar os alunos e adequar nossas práticas às suas necessidades reforçando a teoria de Vygotski que coloca a responsabilidade do desenvolvimento nas interações sociais (logo, o professor se enquadra aqui) que o educando terá ao longo do processo educativo.

O método de ensino homogeneizado que vem se arrastando há séculos colocando todos os alunos num único nível de aprendizado e com uma mesma fórmula avaliativa exclui o Deficiente Intelectual do ensino regular. É preciso, porém, compreender que ninguém é ineducável. Alguns apresentam dificuldades maiores que os outros e necessitam de técnicas de aprendizagem alternativas.

O professor de sala de aula tem o papel fundamental e insubstituível na condução do desenvolvimento desse aluno. Em muitos dos casos, é ele quem identifica que existe uma característica a ser diagnosticada, avalia e quando necessário, encaminha para acompanhamento especializado. É ele também o responsável por, com alta dosagem de afeto e ajustando seus diferentes tipos de conhecimento (experiência, teoria e pedagogia), causar o interesse no aluno e reformular/adequar o conteúdo para que ele possa ser melhor absorvido. O educador de sala tem o papel de fazer a fusão da educação convencional com a educação especial compreendendo que fusão não se trata de junção ou justaposição mas sim adequação e adaptação com o objetivo de ensinar a todos sem restrições. Caberá a ele definir, a partir das necessidades dos deficientes, quais conteúdos deverão ser priorizados, quais são passíveis de não serem trabalhados (aqueles que são inaplicáveis aos deficientes Intelectuais) e administrar o tempo necessário para esse aprendizado (demorar mais para alcançar um objetivo ou modificar a sequência para que o objetivo seja alcançado no próximo nível).

Não é mais uma luta solitária (ou não deveria ser) desde que foi instituído o Atendimento educacional Especializado que tem como objetivo identificar, elaborar e orientar recursos que promovam apoio ao desenvolvimento dos Deficientes Intelectuais. Trata-se de acompanhamento em contraturno às aulas regulares com professores especializados em locais específicos (salas multifuncionais). Esses educadores também promovem a mediação junto aos Deficientes Intelectuais e partilham das mesmas responsabilidades que o professor de sala, com a diferença de trabalharem apenas com deficientes.

Ambos os educadores têm a sua disposição tecnologias assistivas que, dentro do contexto educacional, auxiliam principalmente na comunicação verbal e não verbal, mobilidade e inclusão digital.

É um trabalho árduo mas gratificante, demorado mas importante, desafiador mas afetuoso. é devolver, de certa forma, ao mundo um pouco do que ele te deu.

 

Perdeu os outros artigos? Estão todos aí embaixo:

 

"Nós não aceitamos mais hierarquia do conhecimento"
A arte como campo privilegiado do enfrentamento do trágico e o caso do Jum Carrey (I nedded color)
A homossexualidade na Arte e a obra de Steve Walker
A figura de Cristo e a face Aqueropita
O papel da escola no hábito do cidadão de frequentar e desfrutar a Arte
Museu Casa Guilherme de Almeida: Um relato da visita
Tecnologia dentro dos museus: aliada ou inimiga
A Arte que a escola não ensina e o analfabetismo cultural
A globalização, as crianças e a mudança da referência de protagonistas
A cultura só pode ser compreendida a partir da história
Cultura como direito básico gerando desenvolvimento
Por que usar museus?
Patrimônio, Desenvolvimento, Globalização e Futuro: Case Polo Turístico do Circuito das Frutas

 










Imóveis em Jundiaí

Apartamentos

Áreas Industriais

Casas

Chácaras

Comercial

Condominios

Fazendas

Haras

Sítios

Terrenos

Anuncie seu Imóvel

O mercado de Aluguel de louças aumentou (e ficou ainda mais qualificado) de uns anos para cá. Um exemplo? Outro dia estava organizando uma lista de materiais que precisariam ser alugadas (Aluguel de louças para festas) para um festa

O serviço de locação para festas esta na zona sul em São Paulo.Sendo do ramo de locação para festas.



Dogus Comunicação

Sobre a Dogus Comunicação  |   Política de Privacidade  |   Blog  |   Receba Novidades  |   Acesse pelo Celular

Melhor Visualizado em 1200x900 - © Copyright 2007 - 2018, Dogus Comunicação. Todos os direitos reservados.