Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019

Jonathas Rafael

Jonathas Rafael possui graduação em Psicologia (2015) pela Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Divinópolis - FACED. Tem experiência na área de Psicologia, com enfoque psicanalítico, em atividades com pequenos grupos de adolescentes em Estado de Vulnerabilidade Social e Atendimento Clínico Individual a adolescentes e a adultos. Seus principais temas de interesse são: Adolescência, Análise Institucional, Educação, Envelhecimento, Família, História do Brasil, Literatura Brasileira, em especial a machadiana, Preconceito Linguístico, Psicanálise e Cinema, Psicanálise e Educação, Psicanálise e Laço Social, Psicanálise e Literatura, Representações Sociais, Uso e abuso de álcool e outras drogas e Violência Urbana.

E-mail: jonathas.rafael@yahoo.com.br

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Primeiro a mudança interna, depois a externa!



 

“Está ficando cada vez pior!”, A tendência é só piorar!”, “Nossa sociedade está ainda mais violenta!”, É desanimador viver em um país como este!”, “Uma faxina na sociedade cairia bem!”...

 

Não é raro escutar as exclamações acima ou outras de mesmo teor em meio ao espaço público, em conversas informais, na correria do dia a dia, na fila enorme de cada mês onde diversas pessoas tentam liquidar suas contas, por exemplo. Muitos jovens, jovens-adultos, adultos e velhos travam diálogos calorosos a fim de difundir a ideia de que a sociedade, nossa sociedade, acha-se adoentada (às vezes nem têm consciência disso). 

 

Examinam os fatos ocorridos recentemente e, por consequência, buscam formular teorias que os justifiquem, no entanto limitadas à ideia de adoecimento dominante da sociedade. São elaboras mais e mais teorias, porém, a base argumentativa é claramente limitada, não condizente com a realidade. 

 

Não menos, buscam repassar suas formulações teóricas adiante, desconsiderando qualquer outra compreensão da realidade divergente. O problema é que, frequentemente, obtêm êxito, conseguem desenvolver em seus receptores um sentimento de desesperança elevado que, aos poucos, tende a desenvolver raízes. 

 

Que a sociedade se acha adoecida, não podemos discordar, pelo menos não em partes. Há um mal-estar que não se cansa de se fazer presente na sociedade, em qualquer sociedade, e ele acompanha as suas reorganizações a cada época. Agora, que devido à sociedade estar adoentada, portanto, não há nada a se fazer por ela e por quem a compõe, é imprescindível não discordar. 

 

Nossa sociedade não está caminhando rumo a um abismo. Não está prestes a entrar em colapso. Muito pelo contrário, passou, e ainda passa, por mudanças essenciais. Muitas coisas (hábitos, preconceitos, costumes) foram (re)pensadas e, então, colocadas em prática. Essas mudanças, porém, não ocorreram primeiramente de fora para dentro, do externo para o interno, mas sim de dentro para fora. 

 

Se quisermos viver em uma sociedade da qual tenhamos orgulho, é indispensável mudança, primeiro interna, depois externa. Não adianta idealizar uma sociedade, se mal se sabe lidar com a que está posta. 

 

Por mais que um sentimento de desesperança em relação à nossa sociedade seja acolhido em massa, temos de ser críticos, ousados, e acreditarmos na mudança, acreditarmos em nós mesmos, bem como temos de fazê-la acontecer. Não é nós e a sociedade, e sim nós mais a sociedade, onde há bastante diferença!

 

Jonathas Rafael

30/6/2017










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