Quinta-Feira, 20 de Junho de 2019

Lucas Rodacoski

Lucas Rodacoski é professor universitário, formado em Gastronomia pela Universidade Anhembi Morumbi (2009), com extensão universitária em Jornalismo Gastronômico pelo Senac (2011) e pós-graduado em Gastronomia: História e Cultura, também pelo Senac (2013).

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Quebrei um ovo e saiu mentiras



 

Santi Santamaria afirma em seu livro, A Cozinha a Nu (editora Senac), que “na cozinha contemporânea viver em paz não é uma garantia; muito pelo contrário, há uma guerra contra a essência natural das coisas, que é camuflada, disfarçada, adulterada e escondida. A sociedade moderna é construída comendo-se todos os dias grandes doses de mentiras. Quase nada é o que parece ser”. O trecho em questão está na página 91 e traduz perfeitamente o caso da polenta “100% natural”, mas geneticamente modificada como podemos observar na imagem que ilustra este artigo (imagem no final).

Dessa maneira, adultera-se não apenas a naturalidade das coisas como seu próprio significado. Diante disso, o que é natural? O produto que se apresenta como tal, mas que explicita uma modificação molecular sofreu, evidentemente, uma intervenção humana. Ora, pode ser natural algo modificado pelo homem?

O caminho que define se aquilo que comemos é natural ou não se torna ainda mais estreito se levarmos em consideração as palavras de Luce Giard: “mesmo cru e colhido diretamente da árvore, o fruto já é um alimento culturalizado, antes de qualquer preparação e pelo simples fato de ser tido como comestível”. Ou seja, basta eleger-se um alimento como comida que, nesse exato momento, ele perde sua característica natural diante de uma transformação cultural, a escolha. Nem o ovo escapa dessa.

Dessa forma, o consumidor paga pelo erro da rotulagem e a indústria lucra em cima da desinformação do mesmo. Uma pena. Mas por isso é necessário mostrar ao comprador as mentiras escondidas dentro daquilo que ele ingere, jogando um pouco de luz no sombrio espectro da indústria.










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