Sábado, 17 de Agosto de 2019

Douglas Sanches

Douglas Sanches é formado em Publicidade e Pós-Graduado em Marketing Digital, área em que atua profissionamente.

É apaixonado por cinema e escreve sobre cultura pop em geral. É também autor do blog Moloko Milk.

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Senna – Despertando um Luto em Coma



Existem três datas que marcaram a minha infância, datas em que eu me lembro exatamente onde estava e o que eu estava fazendo, o que não é difícil para mim, pois coincidentemente nessas três datas eu estava no mesmo bat-local, no sítio em que meus avôs trabalhavam.

A morte dos Mamonas em 96 (acho que eu não chorei, mas fiquei puto), a final da Copa de 94 (imitando os meus ti


Confesso que no dia, acompanhei tudo porque todos acompanhavam, eu não era fã do Senna, eu só queria que todos os plantões da Globo terminassem pra que voltasse a correr pelo sítio. Eu tinha oito anos, não fazia ideia do que aquele Silva representava, ficava mais triste com a centésima vez que o Chaves não ia para Acapulco do que com aquela situação.os e vibrando muito com cada lance); e pouco antes disso, em 1º de maio do mesmo ano, a morte do maior herói que o Brasil  já perdeu, Ayrton Senna da Silva.

Ok, o tempo passou, o Senna teve meu merecido reconhecimento com o passar dos anos, realmente ele era foda, mas ainda assim não sentia aquela conexão apaixonada de outras gerações, inclusive uns dois anos atrás, minha noiva me deu um livro das melhores entrevistas da Playboy, e ali tinha uma entrevista do Senna... não ajudou muito, na entrevista Ayrton varia de prepotente a religioso maluco. Ainda não era um super herói para mim.

Eis que em junho de 2011, resolvo assistir o documentário Senna, do diretor inglês Asif Kapadia, e puta que o pariu, que animal! Vibrei o que não havia vibrado, torci muito por corridas que já aconteceram há 20 anos, chorei tardiamente pelo herói que se foi há muito tempo, para minha geração o filme representa um luto que estava em coma.  Luto esse que vai se despertando nas quase duas horas de documentário.

Analisando como cinema, e deixando a emoção de lado (sério), o documentário é excelente, tão bom, que nem parece um documentário, parece que você está assistindo a um longa de ficção, ritmo acelerado, sem aqueles depoimentos de 5 minutos com pessoas paradas em frente às câmeras tipo arquivo confidencial do Faustão.

Eu fico tentando enumerar alguns pontos principais para citar aqui, mas cada um dos 107 minutos pondera um fato interessante ou cenas incríveis, mesmo assim vou tentar. Em primeiro lugar, o que faz de Senna um herói, é sua personalidade e sua inteligência, ele tentou de muitas formas combater o “sistema “ da Fórmula 1, uma putaria que ele percebeu que existia sem pudor no GP de Mônaco de 84, quando deveria levar o pódio com sua desacreditada Toleman, mas a corrida foi encerrada antes do término, favorecendo Alain Prost.

Prost, aliás, sempre com aquela cara de pastel, se fazendo de coitadinho, mas com a mentira estampada na fuça. Mas Prost não é o grande vilão do longa, esse papel fica a cargo de Jean-Marie Balestre, ex-presidente da FIA, que tinha um suspeito xodó por Prost e deixava claro nas reuniões que quem mandava na bagaça era ele, e foda-se o que os outros achavam, inclusive deixando isso claro em uma cena épica do filme.

Não espere ver os duelos com Nigel Mansell, ou os desentendimentos com Piquet, que inclusive tem uma pequena aparição em uma das cenas defendendo Ayrton. Você também não verá muitos momentos da vida pessoal do herói, apesar de mostrar uma cena engraçada da Xuxa dando um cheiro nele em seu programa.

Agora o cara que parecia o maior fã de Ayrton era Ron Dennis, é inegável a felicidade do mesmo com as vitórias de Senna e a tristeza que transmite ao ser deixado sem Ayrton na McLaren. Eu particularmente achei que Ron Dennis era o ponto de apoio de Senna dentro da Fórmula 1, o cara que segurava as pontas na hora da politicagem, coisa que Senna se recusava a fazer, como mencionado no infame trocadilho da música de Leandro e Leonardo, “Senna, ele não fazia cena” (eu precisava lembrar disso aqui, essa música horrível não sai da minha cabeça já tem alguns dias).

Existem vários outros pontos que merecem destaque, como a mudança tensa para a Williams, o relacionamento com o médico Sid Watkins, as frases visionárias que arrepiam, como se o filho da mãe soubesse que ia dar merda, os bastidores da Fórmula 1, o jovem Barrichelloenvergonhado ao lado de Senna, a histeria dos japoneses pelo herói, a participação pertinente do comentarista Reginaldo Leme, e é claro, o fatídico final de semana do GP de Ímola (tenso pacas!).

Preciso parar por aqui, e você meu caro leitor, precisa assistir isso, precisa sentir orgulho de um herói nacional, faça sua canonização particular à Senna!

Minha nota: 10










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