Domingo, 25 de Outubro de 2020

28/7/2011 - Jundiaí - SP

A história do vinho da cidade passa por ele




da assessoria de imprensa da prefeitura de Jundiaí

Aos 80 anos de idade, Rafael Sibinel não esquece de um detalhe sequer ao contar a história de sua família, uma das pioneiras na região do Caxambu na produção de vinhos. Era a década de 1940. À época, outras marcas começavam a se desenvolver no bairro: Cereser, Borin e Brunholi, hoje reconhecidas em todo país.

Paralelamente a tudo isso, bem perto dali, a família Sibinel mantinha sua pequena produção de vinhos que seguia para ser vendida em São Paulo, dentro de barris. A prática, anos depois, por volta de 1953, passou a ser proibida por meio de uma lei que obrigava os produtores a fazer o engarrafamento dentro de normas sanitárias e mais seguras.


“Era um tempo em que o Ministério da Saúde mandava o pessoal aqui para fiscalizar o nosso trabalho, chegando mesmo a pesar as uvas para saber se estávamos produzindo com qualidade”, lembra Rafael, que começou sua história com o vinho juntamente com o pai, Santo Sibinel, e o tio, Jorge Sibinel. Nessa época, lembra o produtor, a logística necessária para continuar produzindo em grande escala era onerosa demais, o que fez diminuir o ritmo do negócio. Foi então que Rafael foi servir ao Exército e, quando retornou, ficou só mais algum tempo com seu pai pois, como era costume na época, foi trabalhar na produção da Borin, onde ficou por 17 anos, e, em seguida, entrou na Cereser, onde permaneceu por cerca de cinco anos.

A vida de Rafael deu muitas voltas e ele trabalhou inclusive como caminhoneiro, retornando só mais tarde ao negócio da família, onde está até hoje. A produção não chega a ser um negócio dos mais lucrativos mas, como deixa transparecer, é muito prazeroso. Sua atual produção é de quatro mil litros por ano, ou seis mil garrafas de 700 ml. São diversos tipos de vinhos, entre doces, secos, tintos e brancos. O detalhe: quase 100% artesanal, a não ser pela aquisição de um equipamento, no ano passado, que o ajuda a separar bagaço, semente e casca na hora do preparo. “Antes eu precisa de ajuda de mais de três pessoas. Hoje, apenas uma”, diz, justificando a aplicação de tecnologia em um produto que sempre atraiu o interesse dos consumidores pelas características caseiras. Ele explica que a diferença do artesanal para o industrializado é a fermentação. “Além de mais concentrado também”, acrescenta.

Rafael e a esposa Durvalina são muito procurados na adega da família, na avenida Humberto Cereser, no Caxambu. O bom movimento mostra que o jundiaiense desenvolveu um bom apetite pela degustação da bebida. Nos finais de semana, então, o movimento dobra. E mineiros, matogrossenses e cariocas se incluem na clientela de Rafael. Segundo ele, é grande o número de caminhoneiros que chegam ao local já sabendo o que querem levar e, muitas vezes, com listas de encomendas. “Outro dia levaram um volume grande para o Ceará”, contou, orgulhoso, Rafael.

A uva utilizada na produção do seu vinho Rafael tem na sua propriedade, ao lado da adega, onde ele também produz caqui, outra fonte de renda para o sustento da família. Mas nem toda sua uva vai para a produção de vinho, pois a mais utilizada é a do tipo corbina, que precisa ser comprada do sul do País.



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