Segunda-Feira, 23 de Outubro de 2017

15/2/2011 - Jundiaí - SP

Em alerta - 'Operação de Olho na Serra' intensifica ações para coibir irregularidades




Visando a preservação do meio ambiente e o bem-estar dos visitantes da reserva ecológica, mas principalmente dos moradores que nela habitam, a Guarda Municipal de Jundiaí – Divisão Florestal (responsável inspetor Paulo Vicente Soares), numa ação integrada com as secretarias municipais de Planejamento e Meio Ambiente (SMPMA) – com o acompanhamento e a supervisão da diretora Renato Mauro Freire - e Transportes (Setransp) e Polícia Militar Ambiental, vem realizando patrulhamentos na região, acompanhando a movimentação dos visitantes, orientando e também autuando aqueles que avançam os procedimentos da legalidade, tanto no sentido da preservação como também em relação ao trânsito.  
Frequentemente, ciclistas de cidades da região procuram o local para o lazer, a prática do esporte, tudo muito tranquilo e organizado: foi o que aconteceu num final de semana, com a presença de visitantes de São Bernardo. Por outro lado, demais visitantes que se dirigem à reserva em veículos particulares desrespeitam as leis de trânsito, placas de sinalização, chegando até a estacionar em áreas particulares (moradores se declaram muitas vezes ilhados!), no meio da estrada, um perigo iminente (muitos deles alcoolizados, colocando em risco a vida dos demais!).

Sendo assim, equipes da Guarda Municipal e demais órgãos envolvidos na operação posicionam-se durante o dia todo, em pontos estratégicos, inibindo dessa forma a visitação às cachoeiras, ou melhor, controlando e conscientizando sobre esta atividade -, orientando sobre o recolhimento do lixo (muito lixo encontrado, sem controle e respeito algum por parte dos visitantes!), a preservação dos animais silvestres que se encontram no habitat natural porém digerindo todo tipo de entulho por lá deixado. As entidades religiosas que frequentam o local também são orientadas a recolher os entulhos deixados na área, devem e precisam se integrar a este movimento de conscientização JÁ!

Em relação ao trânsito, foram autuados condutores sem a utilização devida do cinto de segurança; por excesso de velocidade; licenciamento do veículo vencido; dentre outros. Finalizando: em apenas um final de semana, mais de 10 autuações na esfera municipal e estadual.

A Operação de Olho na Serra prossegue e não vai dar trégua!

 

O que é a “Operação de Olho na Serra”

Com um território de 350 km2, situado nos municípios de Jundiaí, Cabreúva, Bom Jesus de Pirapora e Cajamar, a Serra do Japi está entre os santuários ecológicos mais importantes do mundo. Este patrimônio natural teve parte de seu território (191,7 km2) tombado pelo CONDEPHAAT em 1981. Em 2004 foi criado o Território de Gestão da Serra do Japi que incide sobre o polígono de tombamento, cujas atividades e ocupação do uso do solo estão disciplinadas pela Lei Municipal Complementar 417.

Apesar de ser tombado pelo CONDEPHAAT, regulamentado pela Lei Municipal Complementar Nº 417/2004 e ser fiscalizado pela Guarda Municipal de Jundiaí, através da Divisão Florestal Destacamento Florestal, o Território da Serra do Japi é extremamente vulnerável.

A proposta da Operação de Olho na Serra é criar uma ação de fiscalização mais ampla, com atuação concentrada, grande visibilidade e, assim, inibir a ação dos agentes contraventores. Também servirá como um ponto de partida para a estruturação de uma ação conjunta continuada e sistemática entre os diversos órgãos de fiscalização e controle no Território da Serra do Japi.

Os maiores impactos ambientais verificados no Território da Serra do Japi são causados, principalmente, pelos acessos descontrolados aos seus atributos naturais, como cachoeiras, trilhas e riachos. Os visitantes, em geral, procuram a Serra do Japi para a prática de várias atividades, sejam elas esportivas, religiosas ou apenas de lazer. É comum encontrar em todo trajeto da região, lixo jogado nas vias de acesso e até mesmo nos rios e cachoeiras. Os participantes de cultos religiosos costumam deixar resíduos de suas celebrações, como flores, vasos e velas acesas que, por muitas vezes, são causa de incêndios.

O uso sem controle de veículos off-road, como motos, jipes e quadriciclos provoca sérias agressões às trilhas e estradas, ocasionando diversas erosões que contribuem para o assoreamento de rios e nascentes. Esse tipo de esporte causa prejuízos ambientais irreparáveis, colocando em risco uma das maiores riquezas da Serra: o seu potencial hídrico. Também oferecem riscos à população, pois transitam em alta velocidade, poluindo e produzindo barulhos incompatíveis com o ambiente e, com isso, afugentando os animais silvestres que habitam a Serra do Japi. Essa situação tem colocado em risco a integridade dos recursos naturais do Território da Serra do Japi e também de áreas prioritárias para a conservação, incluindo a reserva biológica que, apesar de estar situada em local de difícil acesso, sofre constantes pressões das áreas vizinhas.

Por essa razão é imprescindível desenvolver uma estratégia conjunta envolvendo todos os órgãos de fiscalização e de controle que atuam na Serra do Japi, como a Guarda Municipal, a Polícia Ambiental, Polícia Militar, SETRANSP, Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, para que atuem de forma coordenada e com maior capacidade de ação.



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