Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2020

2/6/2011= - Jundiaí - SP

'Silvestre não é pet' alerta para o tratamento adequado aos animais




da assessoria de imprensa da prefeitura de Jundiaí

Alunos do Ensino Médio e de cursos técnicos da Escola Agrotécnica Benedito Storani conheceram, terça e quarta-feiras, os riscos em ter animais silvestres em casa, durante palestra ministrada pela diretora do Jardim Botânico, a médica veterinária sanitarista Vânia Nunes.

Em “Silvestre não é Pet”, que celebra a Semana do Meio Ambiente, ela explicou que atualmente as pessoas criam animais silvestres (vivem em condição selvagem, livres e sem a influência dos humanos) como se fossem de estimação, só para satisfazer suas vontades. “Quem tem animal silvestre é diferente, está na moda, causa curiosidade nas pessoas.” Segundo Vânia, quando um animal é capturado, seja um papagaio ou uma iguana, passa por situações de extremo estresse. “A cada dez animais capturados, somente um chega ao seu destino. Os outros morrem na hora da captura ou no transporte.”



Isso acontece porque durante a captura os animais têm os olhos furados (para não verem a luz do dia e cantarem, no caso dos pássaros) e ficam em espaços pequenos que impedem os movimentos. “O mais triste é que existe demanda para isso, pois os animais são comercializados para pesquisas também.” Além do tráfico de silvestres – esse comércio ilegal é o terceiro maior do mundo, perde somente para o das drogas e armas – outras ações praticadas pelos humanos são responsáveis pela extinção dos animais, como incêndios, desmatamento e ampliação de áreas urbanas. São situações que contribuem para que os animais percam seu ambiente. “Isso é muito ruim já que ao ser tirado de seu habitat, não somente ele é prejudicado, mas toda a cadeia da qual faz parte.


Um dos objetivos principais da palestra foi alertar os ouvintes que, mesmo que as pessoas tenham autorização para ter animais silvestres ou em sistemas de criação legalizados, ele sofre. “Muitos métodos de criação certificados são cruéis, privativos e não respeitam as necessidades dos animais”. Segundo ela, mesmo os zoológicos são inadequados, pois não reproduzem a realidade e as características do ambiente às quais os animais estão acostumados e precisam.


De acordo com a lei


Para Vânia, o comércio legal de espécies silvestres, exóticas ou nativas, pode ser motivo de sofrimento constante para os animais, ficam em alojamentos pequenos e superpopulados, condições propícias para a disseminação de doenças e estresse. “Depois de serem vendidos, muitos animais ainda são negligenciados ou abandonados. Mesmo quando são salvos por instituições, reintroduzi-los à natureza (no caso dos silvestres) é uma tarefa muito difícil e cara”, considera. “Os silvestres, depois de conviverem com os humanos, se tornam dependentes e encontram dificuldades para conseguirem se adaptar à vida selvagem novamente.”


De acordo com a veterinária, somente os gatos e cachorros são indicados para se ter em casa porque mesmo que os donos cuidem bem de seus bichos de estimação, eles estão sujeitos a sustos por causa de barulhos, ao contato com produtos químicos, a acidentes domésticos e a alimentação não balanceada. “Eles podem ficar doentes, estressados e tristes.”


BEA


O conceito de Bem-Estar Animal (BEA) foi elaborado depois da Segunda Guerra Mundial, em decorrência do conteúdo de um livro escrito por Ruth Harrison, uma jornalista inglesa defensora dos animais, que fez com que o Ministério da Agricultura da Inglaterra criasse o Comitê Brambill, nos anos 1960. Na época, foram elaboradas as chamadas Cinco Liberdades, que passaram por uma atualização em 1993, no Reino Unido. São elas: o animal deve ser livre de fome e sede; desconforto; dores, lesões e doenças; medo e estresse; e deve poder expressar seu comportamento naturalmente.


O BEA foi desenvolvido inicialmente pelo Conselho de Bem-Estar Animal, formado por criadores britânicos, mas hoje é aplicado a todos os animais (os de estimação, os de pesquisa, os silvestres), pois trabalha com os conceitos de que os animais devem ter condições físicas, mentais e comportamentais adequadas.


Para Vânia, a situação dos animais silvestres e de todos os outros pode ter soluções, como a educação e conscientização da população; criação de políticas públicas que garantam recursos para programas de proteção e cuidado animal; aplicação e fiscalização das leis ambientais; remoção permanente de armadilhas, entre outras. “O bem-estar é definido de acordo com as necessidades de cada indivíduo”.



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