Segunda-Feira, 19 de Outubro de 2020

16/5/2011 - Jundiaí - SP

Virada Cultural - de Charlie Brow Jr. à opera Carmen




da assessoria de imprensa da prefeitura de Jundiaí

Atrações para todos os públicos e gosto. Jundiaí viveu 24 horas de sua quarta Virada Cultural e mostrou que a cidade está apta e aberta a eventos deste porte. As atrações foram inúmeras nestas 24 horas e o público se mostrou acessível, variando em espetáculos e buscando acompanhar o que, para ele, era o melhor. Assim, quem viu Charlie Brow, na madrugada de domingo, no Parque da Uva, correu até o centenário Polytheama para ver Carmen, a ópera de Gerge Bizet, com direção cênica de Cléber Papa.

A mistura do hip hop com rap, reggae, hardcore, dub e rock criou inúmeros filhos pelo País e ganhou assinatura própria. Na Virada, a banda Charlie Brow Jr. apresentou seu último trabalho “Camisa 10 Joga Bola até na Chuva”, considerado pelo grupo o disco mais coeso dos últimos anos. Esta atração se misturou com a história do clássico Carmen. A trama se desenvolveu com ares de grande drama, de muitas cores românticas, e tudo isso aliando as magníficas peças da ópera.


Enquanto o Parque da Uva recebeu, na meia noite de sábado, cerca de 54 mil pessoas para ver Charlie Brow Jr., o maior público da Virada Jundiaiense, o Polytheama recebia Magali Brachi, o filho Rafael e a filha Aline, acompanhada do namorado Fernando Cleverson Huggn. A preocupação de Magali era para saber se os artistas usariam suas próprias vozes no espetáculo ou se tudo seria gravado. Sabedora de que a interpretação e voz seriam dos próprios artistas, acomodou-se com a família para ver, junto com um publico que tomou pouco mais da metade do teatro para ver Carmen. Assim também fizeram Paula Pires que afirmou adorar ópera e sempre acompanha este tipo de espetáculo sempre que um deles vem a Jundiaí. Segundo a secretária de Cultura, Penha Camunhas, Carmen foi a terceira ópera apresentada este ano no Polytheama. O jovem Paulo Zinnon estava radiante com a diversificação de espetáculos. Enquanto procurava um lugar para ver Carmen, disse que tinha acabado de assistir Maracatus do Recife, com o grupo Prego Batido. “Uma variação de programação interessante”, garantiu ele.

Para a secretária de Cultura, a programação foi excelente e o público se disse presente nas 24 horas de espetáculos. “Não houve registros policiais durante todo o evento. Percebemos que as ruas da cidade ficaram mais movimentadas com tanta atração. Era gente saindo do Polytheama, cruzando com quem tinha ido ao Glória Rocha ou assistido a um filme no Solar do Barão.”

Dentro de sua avaliação, Penha garante que, para o próximo ano é preciso repensar apenas o intervalo entre um espetáculo e outro. “Teve atração que terminou, por exemplo às 14 horas, para outra começar no mesmo local, duas horas depois. Precisamos só diminuir este espaço. No mais, Jundiaí merece nota 10 pela participação na Virada Cultural,” concluiu ela.

Encerrando sua atividade no Centro das Artes, o Jundcomics terminava a montagem e a distribuição do Fanzine, produzido pelos participantes do mutirão iniciado na noite anterior. Depois do workshop de roteiro e desenho de Histórias em Quadrinhos e a abertura da exposição Quadrinhos Independentes ligados ao Coletivo 4º Mundo e Jundcomics.

A cantora e compositora Céu encerrou a Virada Cultural, mas nem a chuva atrapalhou o público do local. Para os jovens Kalil e Fernanda, que participaram da Cia de Música, no sábado, e assistiam ao show de Céu debaixo de chuva, Jundiaí pode ver grandes espetáculos. Durante todo período da Virada Cultural, cerca de 700 pessoas trabalharam nos bastidores para garantir o sucesso do evento.



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